Antigo vice-presidente dos EUA Joe Biden na corrida presidencial de 2020

  • Lusa
  • 25 Abril 2019

Antigo vice-presidente dos Estados Unidos eleva para pelo menos 20 o número de candidatos às primárias democratas. Eleições são no próximo ano.

O antigo vice-presidente dos Estados Unidos Joe Biden anunciou formalmente a sua candidatura às eleições presidenciais em 2020, apostando nas ligações à classe trabalhadora e a Barack Obama para marcar posição num cada vez mais liberal Partido Democrata.

Com este anúncio, feito num vídeo publicado no Twitter, são agora pelo menos 20 os candidatos às primárias democratas, das quais sairá o candidato do partido que defrontará Donald Trump nas presidenciais do próximo ano, sendo que vários outros nomes menos mediáticos poderão ainda juntar-se à corrida.

Biden, de 76 anos e antigo vice-presidente de Barack Obama, tem uma longa carreira política e surge desde logo entre os favoritos, ao lado do senador Bernie Sanders, que tem liderado várias sondagens e já demonstrou ser um forte angariador de fundos.

Entre os democratas, Biden tem uma experiência internacional e legislativa ímpar e está entre as caras mais conhecidas da política norte americana. Existem, contudo, algumas reservas quanto à sua capacidade para captar verbas para a campanha e à sua tendência para cometer ‘gaffes’.

A sua abordagem centrista num partido que tem movido à esquerda nas principais questões políticas levanta também dúvidas quanto à sua capacidade de mobilização.

Caso venha a ganhar as eleições presidenciais de 2020, Biden tornar-se-á no presidente mais velho alguma vez eleito, mas os seus aliados acreditam que mesmo os mais céticos acabarão por ceder dadas as suas fortes ligações aos anos da presidência Obama.

Joe Biden pretende assumir-se como um canal de comunicação entre os votantes brancos da classe trabalhadora e os votantes mais jovens e heterogéneos que estiveram na base dos resultados históricos de Barack Obama.

Entretanto, o Partido Republicano já veio criticar o desempenho político de Biden, divulgando um vídeo na quarta-feira onde questiona o crescimento económico durante o período em que Obama e Biden estiveram na presidência e retomando argumentos conservadores contra a legislação de cuidados de saúde de Obama e o escândalo envolvendo a empresa de painéis solares Solyndra.

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