Vila Galé de olho noutros mercados. Portugal vale 60% da faturação

Cabo Verde e Espanha estão na mira do Grupo Vila Galé. Em entrevista ao ECO, Gonçalo Rebelo de Almeida reafirma interesse no Revive e diz que vai analisar o concurso para o Paço Real de Caxias.

Com os pés bem assentes no Brasil, e a olhar para mercados como Espanha e Cabo Verde, o grupo Vila Galé continua a registar parte significativa dos seus resultados em Portugal. O Vila Galé Douro Vineyards, oficialmente inaugurado esta terça-feira, servirá para reforçar a faturação em território nacional, numa altura em que o mercado parece ter estabilizado.

Os negócios em Portugal tem cerca de 60% do peso nos resultados do grupo“, diz Gonçalo Rebelo de Almeida em entrevista ao ECO, assumindo a estabilização dos resultados no ano passado, à semelhança do que aconteceu em 2017. “Foram dois bons anos de turismo, com indicadores positivos, e de crescimentos não só nos principais polos turísticos já consolidados”, acrescentou o administrador do grupo, destacando os crescimentos registados nas zonas do Alentejo, Douro e Coimbra.

Além dos hotéis em Portugal, o grupo é detentor de nove unidades no Brasil. O Vila Galé de São Paulo e da Baía do Cacau ainda estão em andamento, e podem vir a ser concluídos no próximo ano.

Vila Galé pode expandir para Cabo Verde e Espanha

Há outros países na mira do Vila Galé, assume Gonçalo Rebelo de Almeida, reconhecendo que o grupo tem “analisado algumas oportunidades de forma mais regular, em Espanha e Cabo Verde, embora não se tenha concretizado nenhum negócio”. “Cabo verde vai estando no radar permanente para fazer um resort de praia, mas não houve nenhum negócio”, confessou. Moçambique e Cuba também já foram estudados de forma esporádica como mercados de expansão provável, até agora sem resultados.

Vila Galé continua atento ao programa Revive

O Paço Real de Caxias, em Oeiras, é a mais recente adição ao portefólio de imóveis disponíveis no âmbito do programa Revive. A concessão por 50 anos da antiga casa de férias da família real exige um investimento de 11,6 milhões de euros e Gonçalo Rebelo de Almeida assume que o Grupo Vila Galé vai “analisar as condições e ver se pode ter alguma viabilidade”.

O grupo hoteleiro já conseguiu a concessão de dois dos imóveis disponíveis no programa. O antigo Convento de São Paulo, transformou-se em Vila Galé Collection Elvas e abre portas a 31 de maio. As obras de reconversão da Coudelaria de Alter, em Alter do Chão, ainda estão em andamento e não tem data de abertura prevista.

Em relação ao concurso do Quartel da graça, também inserido no Revive, o administrador do grupo confessou que o Vila Galé vai tentar esticar ao máximo o valor dentro da rentabilidade que temos planeada para o investimento”. O monumento vai ser transformado num hotel de cinco estrelas, localizado no coração de Lisboa, num investimento de cerca de 29,7 milhões de euros. Na primeira fase, houve 13 candidaturas e os resultados devem ser conhecidos a 13 de maio.

“A revitalização deste património para nós é a mais-valia do produto hoteleiro que ali conseguimos fazer. Por norma nos hotéis feitos de raiz a história parte do zero, no caso destes edifícios há sempre uma história que temos para contar”, referiu Gonçalo Rebelo de Almeida.

Duas marcas de vinho e à procura da terceira

Jorge Rebelo de Almeida, presidente do grupo Vila Galé, admitiu o interesse na zona do Minho, para se lançar na produção de vinho verde. “O vinho verde está na moda e pode ser que esta parceria possa ser aplicada“, admitiu.

Recentemente o grupo Vila Galé juntou-se a António Parente para criar a X Vinus, empresa que atua na nova unidade hoteleira no douro vinhateiro. A Val Moreira vai para o mercado como a segunda marca de vinhos do grupo. Os 25 hectares de vinha têm capacidade de produzir cerca de 100 mil garrafas de vinho do douro, entre tinto, branco e porto. O resultado da vindima de 2018 é o “ano zero” da marca e vai ficar num circuito mais restrito. Há previsões de ir para o mercado, mas apenas no próximo ano.

O grupo Vila Galé estreou-se na produção de vinhos em 2002. A marca Santa Vitória tem sede na herdade onde está o Hotel Rural Vila Galé Clube de Campo, em Beja, no Alentejo.

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António Costa

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