Lei de Bases da Saúde: “O que está em causa é saber onde é gasto o dinheiro público”

Catarina Martins recordou que "as PPP levam cerca de 500 milhões de euros ao ano e que, nesta legislatura, levaram dois mil milhões de euros".

Catarina Martins afirmou esta tarde que a posição do Bloco de Esquerda sobre a Lei de Bases da Saúde (LBS) — que será votada esta semana na especialidade — “é clara”. “Devo dizer que até há pouco havia mais posições claras. O Partido Socialista estava de acordo e o PCP também”, disse a líder do Bloco aos jornalistas, à margem das comemorações do 1.º de Maio.

“Tenho ouvido discussões absurdas sobre este tema”, continuou Catarina Martins, em declarações emitidas pela RTP 3. “Devo dizer o seguinte: o que está em causa não é saber se acabam os privados ou o setor social na saúde (ninguém está a acabar com eles). O que está em causa é saber onde é que é gasto o dinheiro público“.

“O que nós dizemos é que onde o Serviço Nacional de Saúde (SNS) dá resposta não deve dar o dinheiro aos hospitais privados e que as PPP devem acabar porque é uma forma de pôr os concorrentes privados dentro do SNS, a fragilizar o SNS”, explicou. E, “para quem diz que é coisa pouca”, a líder do Bloco relembrou que “as PPP [Parcerias Público-Privadas] levam cerca de 500 milhões de euros ao ano e que, nesta legislatura, levaram dois mil milhões de euros“.

Montante que Catarina Martins diz ter ido para grupos de hospitais privados, nacionais e internacionais, “em vez de estarem no SNS”. “Ficamos sossegados com isto? Eu acho que não”, acrescentou.

sobre o artigo de opinião que o primeiro-ministro António Costa assinou esta quarta-feira no jornal Público, Catarina Martins disse que lhe parece que “o Governo e o Partido Socialista estão com dificuldade em explicar a sua posição aos seus próprios militantes”.

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