Casinos que rendem 64 milhões ao Estado têm futuro incerto

  • ECO
  • 6 Maio 2019

Concessão termina a 31 de dezembro de 2020, mas operadores já se queixam de atraso no lançamento do concurso público internacional. Ao Público, dizem que atividade e investimento estão em risco.

O atraso no lançamento do concurso público internacional para as próximas concessões de três casinos portugueses compromete a atividade e o investimento futuro, segundo dizem os operadores ao jornal Público (acesso pago), esta segunda-feira. A atual concessão dos casinos de Lisboa, Estoril (ambos atribuídos agora à Estoril-Sol) e Figueira da Foz (da responsabilidade da Figueira Praia, participada da Amorim Turismo) chega ao fim a 31 de dezembro de 2020.

“É obviamente preocupante que ainda não se saiba nada dos concursos”, afirmou Mário Assis Ferreira, presidente não executivo da Estoril-Sol, ao Público. O gestor aponta para a necessidade de serem concursos internacionais “sujeitos a uma série de burocracias legais” e explica que existe a “promessa do Governo” de que os operadores seriam “consultados para contribuir com conhecimento para a elaboração do caderno de encargos, mas até agora nada aconteceu”.

Apenas estes três casinos renderam ao Estado mais de 64 milhões de euros em impostos, no ano passado. Em quatro anos, o montante ascendeu a 233 milhões de euros. Os operadores turísticos do setor consideram que este atraso ameaça a atividade operacional dos casinos e investimentos futuros, mas também abre a porta a que um concurso mais problemático já que “seria uma exceção que, no fim destes concursos públicos internacionais, não existam diferendos com os concorrentes preteridos”, afirmou Mário Assis Ferreira.

Igualmente, Fernando Matos, administrador da Amorim Turismo e da Figueira Praia, referiu que a situação “coloca em causa a gestão dos investimentos futuros e até causa impacto ao nível das expectativas dos recursos humanos”.

Questionada pelo Público, a Secretaria de Estado do Turismo afirmou que “as peças dos concursos para atribuição de novas concessões para a exploração de jogos de fortuna ou azar em casinos estão, neste momento, em preparação e os concursos serão lançados quando esse trabalho estiver concluído.”

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Casinos que rendem 64 milhões ao Estado têm futuro incerto

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião