Depois de ter um dos piores registos em 2017, Portugal lidera corte nas emissões de carbono na UE em 2018

Eurostat diz que Portugal foi o país da UE que mais cortou emissões de CO2 em 2018, com redução de 9%, depois de em 2017 ter aumentado emissões em 7,2%. Evolução global da UE melhora substancialmente.

A economia portuguesa foi a que conseguiu reduzir de forma mais acentuada as emissões de dióxido de carbono provenientes de combustíveis fósseis em toda a União Europeia ao longo de 2018, conseguindo um corte de 9% face aos valores de 2017, redução que compara com os -2,5% de média da região. Este registo assinala o regresso de Portugal a um trajeto de redução de emissões, depois de em 2017 ter sido um dos países da UE onde o total de emissões mais cresceu.

Segundo estimativas iniciais publicadas esta quarta-feira pelo Eurostat, em 2018, e no espaço comunitário, as “maiores quedas nas emissões de CO2” foram registas em Portugal (-9%) e na Bulgária (-8,1%), com a Letónia (+8,1%) a liderar os aumentos. No ano passado, e dos 28, apenas oito países aumentaram o nível de emissões, tendo os restantes conseguido reduzir.

No comunicado divulgado pelo Eurostat, o organismo estatístico europeu recorda que as emissões de CO2 respondem por 80% do total da emissão de gases com efeito de estufa por parte da União Europeia, sendo influenciada “por fatores como as condições climáticas, crescimento económico, tamanho da população, transportes e atividades industriais”.

Apesar de ter sido o país que mais reduziu a emissão de CO2 provenientes de combustíveis fósseis em 2018, certo é que o peso de Portugal no total das emissões da União Europeia permaneceu quase idêntico ao apresentado no final de 2017, respondendo por 1,4% do total das emissões da região — 1,5% em 2017. Ao longo desse ano, Portugal foi mesmo o quinto país da UE com o maior aumento nas emissões de CO2, com o consumo de combustíveis fósseis a exigir mais 7,2% de emissões de CO2.

Mas, e tal como aconteceu com vários outros países, a economia portuguesa conseguiu inverter a sua posição em 2018. Sendo esta evolução global da região também de sublinhar: Se no ano passado, a média da UE foi de um corte de 2,5% nas emissões por país, em 2017 essa média tinha sido a de um aumento de 1,8%. E, se em 2018 contavam-se apenas oito países com aumentos nas emissões de CO2, em 2017 eram 21.

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