Caixa reforça controlo interno depois da auditoria da EY

  • ECO
  • 9 Maio 2019

Depois de serem conhecidos os resultados da auditoria da EY, o banco público já fez as mudanças necessárias, nomeadamente na análise do risco para a concessão de crédito.

Depois de terem sido conhecidos os resultados da auditoria que a EY, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) diz já ter procedido às alterações necessárias para corrigir as “insuficiências” que foram detetadas. Uma dessas mudanças tem que ver com a concessão de crédito, tendo sido implementado um novo modelo de análise do risco e ainda uma direção de rating para fortalecer o controlo das carteiras de crédito a empresas.

A administração do banco público assegura que “todas as insuficiências” que foram identificadas pela auditoria já foram “tratadas”, de acordo com o Jornal de Negócios (acesso pago). Mas, questionada, fonte oficial da CGD garante que estas alterações não foram feitas na sequência dessa auditoria. “O nosso processo de transformação do risco começou bastante antes do relatório da EY, ainda que este tenha mostrado que as alterações operadas eram necessárias”.

Depois de a EY ter recomendado que a Direção de Gestão de Risco (DGR) passasse a atuar apenas como uma “segunda linha de defesa” nos processos de concessão e monitorização de crédito, a CGD implementou mudanças neste aspeto. A análise de risco nos processos de crédito passa a estar concentrada na Direção de Riscos de Crédito (DRC), uma divisão autónoma da DGR que foi criada em 2016 para emitir pareceres e decisões em operações de crédito, e que fica agora reforçada, escreve o Negócios.

Além disso, foi reforçada a independência do responsável máximo pela gestão de risco (CRO, na sigla em inglês), uma orientação que tinha sido apontada pela EY. “Atribuir [ao diretor de gestão de risco] independência e exclusividade de funções”.

Por fim, foi ainda “criada uma Direção de Rating (DRT) mediante a autonomização da área de ratings da DGR”, tal como orientado pela EY, cujos objetivos passam por “garantir a independência” entre as diferentes áreas, bem como “fortalecer o controlo dos riscos relacionados com a carteira de crédito de empresas”.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Caixa reforça controlo interno depois da auditoria da EY

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião