Espanha é o país de eleição dos CEO portugueses para expandir, mas Angola e China estão mais atrativos

Gestores mostram menos interesse pela internacionalização para quase todos os países, incluindo EUA, Brasil ou Reino Unido. Apenas um terço planeia entrar num novo mercado nos próximos 12 meses.

Espanha é o país preferido dos empresários portugueses para expandir os negócios. O país manteve a primeira posição nas perspetivas de crescimento internacional, no CEO Survey 2019 da PwC, mas houve mudanças nos restantes lugares. Enquanto os EUA e o Reino Unido parecem menos atrativos aos líderes empresariais portugueses, os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) ganharam renovado destaque.

“No caso de Portugal, quando questionados sobre quais os três mercados mais atrativos para investir fora do seu território, os CEO continuam a eleger Espanha como o principal mercado para crescimento”, refere o relatório da consultora, a que o ECO teve acesso, e que será apresentado esta quinta-feira com a presença de Pedro Castro e Almeida, Isabel Vaz, Domingos Soares de Oliveira e Luís Marques Mendes.

Apesar de manter a liderança, Espanha parece menos atrativa já que foi identificada por apenas 37% dos gestores, face a 46% em 2018. Os CEO mostraram, aliás, menor interesse pela internacionalização para quase todos os países — incluindo EUA, França, Brasil, Alemanha e Reino Unido. No caso do último, a consultora explica que “continua a sofrer as consequências da incerteza relativamente ao Brexit, afastou significativamente as perspetivas de investimento das empresas portuguesas”.

Em sentido contrário, 21% dos CEO consideram a hipótese de crescer em Angola (contra 14% no ano passado), 13% na China (face aos anteriores 6%) e 7% em Moçambique (contra 3%). “Os países africanos como Angola e Moçambique voltaram a captar a atenção dos CEO nacionais, tendo apresentado uma percentagem bastante superior à da última edição do estudo. Curiosamente, na edição deste ano as respostas de ‘não sabe’ e ‘nenhum outro território’ parecem ilustrar um sentimento de maior incerteza”, aponta a consultora.

A atual incerteza nas políticas e trocas comerciais é vista como uma restrição aos planos de expansão dos CEO, sendo que o crescimento orgânico e a eficiência operacional são as principais iniciativas dos empresários portugueses para impulsionarem o crescimento das receitas.

Questionados sobre planos para os próximos 12 meses, 77,1% falaram de crescimento orgânico, 67,1% de melhoria da eficiência operacional e 57,1% do lançamento de novos produtos. A entrada num novo mercado está nos planos de apenas 32,9% dos inquiridos.

EUA, Brasil e Reino Unido estão menos atrativos para os gestores

Fonte: PwC CEO Survey 2019

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