Internacionalização com projetos de comércio eletrónico privilegiada nos apoios comunitários

Empresas podem ter 45% do apoio a fundo perdido. Aicep arranca esta quarta-feira com um bootcamp para ajudar 20 empresas a dar o salto no comércio eletrónico.

As empresas que, nos seus planos de internacionalização, incluam uma estratégia de comércio eletrónico têm uma majoração nas candidaturas a apoios comunitários. Este é apenas um dos pontos da estratégia para ajudar as empresas a internacionalizarem-se de outras formas além de nos canais normais.

Com este objetivo, a Aicep dá esta quarta-feira o pontapé de saída de um programa com 20 empresas, que visa ajudar os participantes a montar e otimizar operações de e-commerce. “No nosso plano estratégico, decidimos apostar na criação de uma aceleradora para a internacionalização, inspirada no modelo do que se faz no mundo das startups”, explicou ao ECO o administrador da Aicep com esta área. “Pegámos em 20 empresas, com potencial, que vão mergulhar durante seis meses num programa de formação, mentoria e tutoria, para darem o salto e começarem a exportar mais através das plataformas eletrónicas”, acrescenta João Dias.

Neste bootcamp estão empresas como a OLX, Worten, O Boticário, Quem disse Berenice, Science4you, SacoorBrothers, Salsa, Delta Cafés, LaRedoute e Sportzone. Um leque de empresas de diversas dimensões, mas todas com dimensão para para “dar o salto” e aproveitar “a mudança dos padrões de consumo a nível mundial” através dos marketplaces ou da criação de lojas online. A iniciativa E-CommerceExperience está a ser desenvolvida com parceiros brasileiros (E-Commerce Brasil) e, apesar de não ter objetivos quantitativos definidos à partida, os resultados vão ser monitorizados, garantiu João Dias.

“As empresas portuguesas que queiram apostar na internacionalização, tirando proveito do online, têm a Aicep a ajudar ao nível da sensibilização, formação e consultoria e também ajudar a usufruir dos incentivos criados, nomeadamente na materialização de um roadmap“, diz ao ECO o administrador João Dias.

Quanto aos apoios, que foram anunciados em maio pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, ficaram disponíveis para todas as empresas a partir de agosto e contemplam uma majoração para “projetos estruturados de internacionalização digital, suportados num roadmap de ação prévio devidamente descrito e fundamentado em candidatura e abarcando todas as dimensões relevantes e sinergéticas previstas neste domínio, designadamente na criação de lojas próprias e/ou adesão a marketplaces e no desenvolvimento de campanhas online“, pode ler-se no aviso.

“Essa majoração vai permitir-lhes subir na classificação”, explica João Dias.

As empresas têm disponíveis 68 milhões de euros aos quais podem candidatar-se até 31 de outubro. O apoio poderá ser de até 45% a fundo perdido (40% no caso das empresas que tenham morada fiscal em Lisboa).

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