Portugal financia-se em 1.400 milhões com juros menos negativos

O IGCP realizou dois leilões de bilhetes do Tesouro a seis e 12 meses, onde angariou 1.400 milhões de financiamento. Contudo, os juros voltaram a ser negativos, mas menos face às emissões anteriores.

O Tesouro português voltou ao mercado, esta quarta-feira, para colocar dívida de curto prazo. Em dois leilões de bilhetes do Tesouro a seis e 12 meses conseguiu 1.400 milhões de euros de financiamento dentro do intervalo previsto. Contudo, os juros a voltarem a ser negativos, mas menos face às emissões anteriores.

O IGCP, entidade responsável pela gestão da dívida pública, colocou 1.000 milhões de euros em dívida com maturidade em 20 de setembro de 2019, registando uma taxa de juro de -0,27% — menos negativa do que a verificada no último leilão comparável realizado em julho (-0,28%).

Já para angariar 400 milhões de euros em títulos com maturidade a seis meses, a taxa de juro exigida pelos investidores a Portugal situou-se em -0,317%, que compara com um juro de -0,34% do leilão anterior.

O valor angariado fica assim dentro do intervalo previsto pelo Tesouro — entre 1.250 e 1.500 milhões de euros –, com a procura por parte dos investidores a manter-se robusta.

O resultado deste leilão vem reforçar a tendência de inversão dos juros que se vem a verificar nos últimos meses, acrescendo ainda o efeito da guerra comercial e da crise em Itália que tem exercido alguma pressão altista sobre os juros da dívida no mercado secundário. Por outro lado, o Banco Central Europeu já disse que vai terminar o programa de compra de dívida no final deste ano.

Este leilão que é um dos últimos do trimestre, é também o primeiro após a revisita do rating da dívida portuguesa por parte da Standard & Poor’s na passada sexta-feira. A agência de notação financeira manteve o rating português na mais elevada classificação de “lixo”, mas reviu em alta o seu outlook de “estável” para “positivo”, abrindo assim porta a uma melhoria da notação.

(Notícia atualizada às 11h05)

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