Portugal volta ao mercado de dívida de curto prazo. Quer mais de 1.500 milhões

Portugal volta ao mercado de dívida de curto prazo. O duplo leilão está marcado para dia 19. IGCP quer obter entre 1.250 milhões e 1.500 milhões de euros.

Depois do duplo leilão de dívida de longo prazo desta semana, Portugal vai voltar aos mercados na próxima quarta-feira. Desta vez, estão marcados dois leilões de dívida de curto prazo, com um montante indicativo entre os 1.250 milhões de euros e os 1.500 milhões euros.

Esta operação — que será uma das últimas do segundo trimestre do ano — colocará em leilão “linhas de Bilhetes do Tesouro (BT) com maturidades em 22 de março e 20 de setembro” do próximo ano, anunciou, esta sexta-feira, o IGCP.

“O IGCP vai realizar no próximo dia 19 de setembro pelas 10h30 horas dois leilões das linhas de BT com maturidades em 22 de março de 2019 e 20 de setembro de 2019, com um montante indicativo global entre 1.250 e 1.500 milhões”, lê-se na nota enviada pela agência de Cristina Casalinho.

A última vez que Portugal realizou uma emissão de curto prazo foi a 15 de agosto. Na ocasião, conseguiu uma taxa de -0432% para colocar 250 milhões de euros em bilhetes do tesouro a três meses, isto é, teve de pagar menos face aos -0,399% pagos no leilão anterior. No que diz respeito à dívida a 11 meses, a taxa -0,291% para colocar 750 milhões de euros, um valor também inferior ao pago no leilão anterior.

À boleia das condições favoráveis promovidas pelo Banco Central Europeu (BCE), Portugal tem vindo a registar juros negativos nestas operações de financiamento de curto prazo.

Por outro lado, esta semana, Portugal conseguiu mil milhões de euros com o duplo de leilão de dívida de longo prazo. No primeiro leilão de longo prazo depois das férias de verão, pagou menos a cinco, mas mais no prazo a dez anos. A cinco anos pagou 0,647% (que compara com os 0,746% do leilão anterior); já quanto às obrigações a dez anos, pagou 1,854%, o que reflete uma subida relativamente à última emissão comparável.

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