Noruega continua a liderar ranking de desenvolvimento da ONU. Portugal sobe uma posição

  • Lusa e ECO
  • 14 Setembro 2018

A Noruega continua a liderar o ranking do Desenvolvimento Humano da ONU, enquanto que Portugal subiu uma posição e Angola passou para a categoria dos países de desenvolvimento médio.

A Noruega melhorou o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e continua a ser o país mais desenvolvido do mundo, enquanto o Níger é o pior no relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Portugal, por sua vez, subiu uma posição no ranking, passando para 41º lugar.

Os cinco países do topo mantêm-se inalterados desde o ano passado, sendo a Noruega o país mais desenvolvido do mundo, com um IDH de 0,953 num máximo de 01, seguida pela Suíça, Austrália, Irlanda e Alemanha.

O IDH cresceu a nível global em 21%, em 189 países analisados, segundo o Relatório Global de 2018 apresentado esta semana em Nova Iorque, com dados referentes ao ano de 2017. Os autores do estudo destacaram que se tem assistido a um progresso “impressionante” no desenvolvimento humano, mas com uma tendência de desigualdade evidente e preocupante.

Por cá, registou-se uma subida de uma posição face a 2016 (ano em que estava em 42º lugar), mas está abaixo de metade da tabela dos 58 países e territórios com nível de desenvolvimento humano “muito alto”, o mais elevado.

Com um IDH de 0,847 valores, Portugal ultrapassou em 2017, no espaço da União Europeia, a Hungria, a Croácia, a Bulgária e a Roménia, igualando no ranking a Letónia. Por outro lado, com uma esperança média de vida à nascença de 81,4 anos, Portugal superou países mais desenvolvidos como a Alemanha (81,2 anos), que ficou no quinto lugar, a Dinamarca (80,9 anos), em 11º, e os Estados Unidos (79,5 anos), em 13º, sendo uma das 12 nações que mais cresceram em média por ano no IDH entre 1990 e 2017.

No item da escolarização, Portugal é o quarto país do grupo dos 58 com IDH mais elevado que possuía em média, em 2017, menos anos de escolaridade (9,2 anos), superando apenas Brunei (9,1), Uruguai (8,7) e Kuwait (7,3). Isto, apesar de o país passar à frente da Suíça (segunda no ranking) e Singapura (nona) nos anos de escolaridade expectáveis (com 16,3 anos).

Nesta edição do estudo, apenas 38 países foram contabilizados na categoria mais baixa de desenvolvimento, entre os quais se encontram os países de língua portuguesa Guiné-Bissau e Moçambique, contra 50 em 2016. No fundo da tabela está o Níger, com um IDH de 0,354.

O IDH é dividido em três dimensões da vida humana: saúde (aliada a longevidade), qualidade de vida (medida em rendimento nacional bruto per capita) e educação, com dados recolhidos por agências nacionais e internacionais até 15 de julho de 2018.

Angola salta para países de desenvolvimento médio

Angola obteve um índice de desenvolvimento humano (IDH) de 0,581, que coloca o país na categoria de “desenvolvimento médio” e na posição 147 de 189 do ranking.

“Falando de países de língua portuguesa, têm um bom exemplo de Angola, que aumentou e está no desenvolvimento médio”, disse à Lusa Milorad Kovacevic, chefe de estatística do relatório, na apresentação do documento em, Nova Iorque.

O diretor do PNUD, Achim Steiner, afirmou, por sua vez, que um dos desafios no panorama angolano são as políticas aplicadas e a distribuição dos rendimentos. O administrador comparou Angola a Cabo Verde, países com rendimentos per capita similares: 5.790 dólares em Angola e 5.983 em Cabo Verde, mas com uma diferença de 22 lugares no ranking (Cabo Verde está em 125.º).

Num índice de perceção de bem-estar, com valores de 0 a 10, a população angolana obteve 3,8 pontos na escala de satisfação. No mesmo sentido, apenas 29% dos angolanos se consideram satisfeitos com a qualidade dos cuidados de saúde prestados. A nível de saúde, os angolanos têm uma esperança média de vida de 61,8 anos, enquanto Cabo Verde conta com uma esperança média de vida de 73 anos.

A taxa de desemprego é de 8,2% e desde 2010, Angola tem sofrido uma grande inflação nos preços, que aumentaram 2,81 vezes.

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