Revista de imprensa internacional

  • ECO
  • 9 Maio 2019

O dia começa com más notícias sobre as empresa do sul da Europa que são as que mais esperam para receber dos clientes, enquanto se sabe que um computador no Líbano foi chave para a acusação a Ghosn.

O dia começa com más notícias sobre as empresa do sul da Europa que são as que mais esperam para receber dos clientes, algo que ameaça a sua solvência num contexto de abrandamento na Zona Euro. Fica-se a saber ainda que um computador no Líbano foi um elemento chave para os procuradores japoneses acusarem Ghosn, enquanto na Austrália foram impressas 46 milhões de notas de 50 dólares com um erro ortográfico. A Google também diz que a nova lei das “fake news” da Singapura pode afetar a inovação, enquanto Espanha se prepara para limitar o acesso a carros nas maiores cidades.

Financial Times

Empresas do sul da Europa têm de esperar mais tempo pelos pagamentos

Os negócios na Grécia, Itália, Espanha e França precisam de esperar mais tempo para receberem dos clientes, situação que se tem vindo a agravar. A notícia é avançada pelo Financial Times que explica que tal aumenta o risco de insolvência das empresas, tendo em conta o cenário de abrandamento económico que se assiste na Zona Euro. Os dados constam de uma análise da Euler Hermes, seguradora de créditos comerciais, que avaliou o tempo de espera pelos pagamentos às empresas de 36 economias avançadas no ano passado. A China ficou no fundo da lista com um tempo de espera de 92 dias, mas a Grécia, Itália, Espanha e França ficaram entre os dez últimos. A Nova Zelândia ficou no topo com 47 dias de espera. Leia a notícia completa no Financial Times (acesso pago, conteúdo em inglês).

The Guardian

Nota de 50 dólares australiano impressa com erro… 46 milhões de vezes

Não, uma nem duas, nem três, mas sim 46 milhões. Este é o número de notas de 50 dólares australianos que foram impressas com um erro ortográfico, notícia que foi confirmada pelo próprio banco central: o Reserve Bank. A “nova e melhorada” nota foi lançada em outubro, com uma série de novas tecnologias com vista a melhorar a acessibilidade e evitar falsificações. Mais protegida dos falsários, a nota não ficou no entanto protegida dos erros gramaticais. A palavra “responsability” foi erradamente substituída por “responsibilty”. O banco central australiano entretanto veio dizer que o erro será corrigido na próxima impressão. Leia a notícia completa no The Guardian (acesso livre, conteúdo em inglês).

Reuters

Google diz que lei das “fake news” da Singapura pode afetar a inovação

O Google diz que a nova lei de proteção contra falsas notícias, aprovada pelo parlamento de Singapura, pode prejudicar a inovação, uma área que tem sido cultivada pelo país que pretende expandir a sua indústria de tecnologia. Em causa está a “Protection from Online Falsehoods and Manipulation Act”, a nova lei que pretende proteger os utilizadores online de notícias falsas e manipuladas, mas que tem sido criticada pelos grupos de direita, jornalistas e empresas tecnológicas. Estes temem que a nova lei ponha em causa a liberdade de expressão. A lei exigirá que as plataformas de media façam correções ou removam conteúdos que o governo considere falsos, com penas contra os perpetradores que chegam a dez anos e multas até um milhão de euros. Leia a notícia completa na Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês).

Financial Times

Computador portátil no Líbano ajudou procuradores de Tóquio a acusar Ghosn

A acusação potencialmente mais gravosa por parte dos procuradores japoneses contra Carlos Ghosn terão sido construídas a partir de evidências encontradas num computador portátil no Líbano que foi usado por um assessor do ex-presidente da Nissan. A notícia é avançada pelo Financial Times que apurou que o computador continha informação relacionada com transações financeiras de Ghosn, o que permitiu que os procuradores pudessem continuar a investigação em Beirute, onde Carlos Ghosn é protegido pelo estatuto de herói nacional. Sem essa descoberta, não teria sido possível nem à Nissan nem à acusação japonesa revelar os milhões que alegadamente foram desviados pelo ex-presidente da fabricante de automóveis. Leia a notícia completa no Financial Times (acesso pago, conteúdo em inglês).

El Economista

Governo espanhol vai limitar tráfego nas cidades com mais de 50 mil habitantes

O executivo espanhol está a preparar o primeiro Plano Nacional de Qualidade do Ar que irá enviar posteriormente à Comissão Europeia. A notícia é avançada pelo El Economista que cita o esboço do documento que está a ser preparado pelo Ministério da Transição Ecológica, e que prevê que, a partir de 2023, as cidades com mais de 50 mil habitantes sejam obrigadas a delimitar áreas centrais com acesso limitado aos veículos que produzam emissões mais elevadas e a definir zonas de baixa emissão. Tal deverá implicar uma forte redução na mobilidade dos carros privados. Leia a notícia completa no El Economista (acesso pago, conteúdo em espanhol).

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

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  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
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O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

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No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

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António Costa

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