Trump desvaloriza tensões comerciais com a China e Wall Street fecha a subir

Donald Trump desvalorizou contenda com a China, que por sua vez garantiu que as negociações com os EUA vão continuar, e os mercados subiram. Petróleo sobe com ataque de drones à Aramco.

Depois de uma semana complicada e um início de semana ainda pior, o bolsa de Nova Iorque fechou a recuperar algumas das perdas, com as garantias de Donald Trump e do Governo chinês de que as negociações vão continuar tendo em vista um acordo comercial a afastarem os receios de uma guerra comercial prolongada entre as duas maiores economias do mundo, que poderia destabilizar a economia mundial.

O índice industrial Dow Jones fechou com ganhos de 0,82%, o tecnológico Nasdaq a subir 1,14% e o índice alargado S&P 500 a valorizar 0,80%.

A decisão de Donald Trump de aumentar de 10% para 25% as taxas sobre 200 mil milhões de dólares de importações oriundas da China, e a promessa da China de retaliar com mais taxas e restrições ao comércio com a maior economia do mundo, levaram a uma queda do mercado que já não se via desde o início do ano.

No entanto, esta terça-feira, o Presidente dos Estados Unidos desvalorizou a contenda e disse que se tratava apenas de um “pequeno arrufo” e que as negociações não tinham colapsado. Um porta-voz do Ministro dos Negócios Estrangeiros da China também deixou garantias que as negociações vão continuar.

Nos mercados destaque ainda para os preços do petróleo, que subiram depois de a Arábia Saudita ter dito que uma das instalações da petrolífera estatal Aramco, uma das maiores empresas do mundo, foi atacada por um drone com explosivos lançado por um movimento armado do Iémen, alegadamente alinhado com o Irão.

Na Europa, o euro desvalorizou face ao dólar e os juros sobre as obrigações italianas aumentaram depois de o governo italiano ter dito que pode violar as regras de Bruxelas se for necessário para estimular o emprego, um desfecho já esperado pela Comissão Europeia que nas suas mais recentes previsões avançava que Itália não iria fazer o esforço orçamental com que se comprometeu nas negociações com Bruxelas.

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