Raize já tem depósitos a prazo. Taxas chegam a 1,25%

A fintech está a dar acesso a quatro depósitos a prazo disponibilizado por uma instituição financeira: o Banco Português de Gestão. Oferecem remunerações entre 0,5% e 1,25%.

Três meses após o anúncio, a Raize arrancou com a oferta de depósitos aos seus clientes. “Já está disponível o mercado de depósitos”, começa por dizer a fintech num e-mail enviado aos seus clientes, nesta quarta-feira. A empresa dá assim o pontapé de saída para um marketplace de depósitos, com o objetivo de conseguir que os seus utilizadores possam aplicar poupanças nos bancos e obter taxas de juro mais atrativas face à oferta tradicional dos bancos. Para já estão disponíveis quatro depósitos oferecidos por uma instituição.

“Queremos promover uma distribuição mais eficiente do capital pelos diversos bancos nacionais, aumentando assim a concorrência do setor bancário e permitindo uma melhor remuneração dos depósitos dos portugueses”, refere a fintech portuguesa no e-mail enviado aos clientes, onde salienta ainda o facto de que a constituição desses depósitos é “imediata e sem custos”. Ou seja, não há custos de constituição, manutenção, transferência ou encerramento.

Para constituir um depósito, a Raize explica que é necessário que os clientes interessados ativem a Chave Móvel Digital (CMD) na sua área pessoal em www.raize.pt, carregar a conta com o montante que pretende constituir e escolher o depósito que pretende constituir na secção “Depósitos”.

O papel da Raize é servir de intermediário entre o cliente e o banco, sendo que atualmente a instituição disponibiliza o acesso a quatro depósitos do Banco Português de Gestão com maturidade a seis meses, 1, 2 e 3 anos, com montantes de aplicação entre um mínimo de cinco mil euros e um limite máximo de 100 mil euros. As remunerações variam entre os 0,5% no depósito a seis meses e os 1,25% no depósito a três anos.

Contactado pelo ECO, José Maria Rego co-fundador e CEO da Raize, confirmou já ter “várias adesões” a esta oferta de depósitos que arrancou hoje, sem adiantar o número específico.

Os depósitos que sejam constituídos através desta oferta da Raize estão cobertos pelo Fundo de Garantia de Depósitos (FGD) até ao montante de 100 mil euros por pessoa em cada banco, à semelhança do que acontece na banca nacional. Após terminar um depósito, a Raize explica que a conta bancária aberta junto do banco é encerrada após três meses de inatividade, de forma automática e sem qualquer custo.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Raize já tem depósitos a prazo. Taxas chegam a 1,25%

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião