Administração da SAG considera “adequada” oferta de Pereira Coutinho

A administração da SAG já reagiu à oferta pública de aquisição lançada por Pereira Coutinho, dizendo que a contrapartida oferecida pelas ações é "adequada".

A administração da SAG já reagiu à oferta pública de aquisição lançada por Pereira Coutinho. Esta considera “adequada” a contrapartida oferecida pelo seu principal acionista, de acordo com o relatório do conselho de administração do grupo enviado ao regulador nesta quinta-feira.

“O Conselho de Administração considera que a contrapartida oferecida é adequada dado representar a atribuição de um valor superior ao valor que […] corresponde ao que se perspetiva possa vir a corresponder ao valor das ações da SAG Gest”, refere o relatório, que acrescenta que este incorpora “um prémio face ao valor da cotação à data do anúncio preliminar”.

Foi a 30 de abril que o empresário e maior acionista do grupo de importação e comercialização de automóveis anunciou o lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre as ações da SAG. No âmbito dessa oferta dispôs-se a pagar 0,0615 euros por ação, com vista a reunir o capital suficiente para tirar a empresa da bolsa: ou seja, 90% do capital. Na sessão anterior ao anúncio desta oferta, as ações da empresa tinham fechado a valer 0,057 euros.

“Assim sendo, a contrapartida oferecida representa um prémio de 0,15%, em relação ao preço médio ponderado das ações e um prémio de 7,89% face ao preço de fecho à data do anúncio preliminar”, contextualiza o relatório da SAG hoje conhecido.

A administração do grupo considera ainda que o valor da oferta representa “um prémio muito significativo face ao atual valor patrimonial por ação da SAG Gest e ao valor que se perspetiva possa ser o valor por ação da SAG Gest num cenário de implementação, com sucesso, do processo de reestruturação societária e financeira acordado no Acordo Extrajudicial de Recuperação e no âmbito da transação em que todo o valor gerado será alocado ao reembolso da dívida financeira, beneficiando os bancos credores de uma cláusula de regresso de melhor fortuna”.

Essa avaliação tem em conta a situação financeira muito difícil pela qual o grupo passa e de dificuldades também para o setor automóvel em geral e que levou há cerca de um ano a negociações com potenciais investidores e stakeholders da SAG, com vista a encontrar uma solução financeira para as empresas do grupo que permitissem garantir a continuação da atividade das subsidiárias operacionais “e, mais importante, a manutenção dos mais de 650 postos de trabalho diretos”, tal como referia o documento em que foi anunciada a OPA.

No mesmo dia em que foi lançada a OPA, a SAG Gest dava conta ao mercado ter chegado a um acordo com a Porsche, o BCP, o BPI, a Caixa Geral de Depósitos e o Novo Banco “com vista a assegurar a sustentabilidade e continuidade do negócio automóvel da SAG, atualmente desenvolvido pela SIVA”. Tal materializou-se na venda da SIVA à Porsche pelo valor de um euro.

A conclusão desse acordo está no entanto dependente do sucesso da OPA, sendo que a data de arranque da operação ainda não é conhecida.

(Notícia atualizada às 17h37 com mais informação)

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