Euforia na emissão de dívida do Benfica. Procura atingiu os 118 milhões, o triplo da oferta

A SAD encarnada atraiu quase 5.000 investidores para títulos de dívida que oferecem um juro de 3,75%. Acabou por emitir 40 milhões de euros.

O Benfica emitiu 40 milhões de euros em dívida, numa operação em que a procura atingiu quase 118,5 milhões. Foram quase 5.000 os investidores que subscreveram, atraídos por uma taxa de juro de 3,75%. Os resultados do empréstimo obrigacionista foram conhecidos esta sexta-feira, numa apresentação em que o Benfica tocou o closing bell e a águia Vitória foi à bolsa de Lisboa.

A forte procura, que acabou por superar a oferta em 2,96 vezes, por títulos emitidos já tinha levado a que o Benfica aumentasse o valor do empréstimo obrigacionista para 40 milhões de euros, face aos 25 milhões anunciados no início do período de oferta. “Logo no primeiro dia, a oferta já estava coberta”, explicou Filipa Franco, head of listing da Euronext Lisbon sobre o processo.

“Esta é emissão é um símbolo”, sublinhou o CFO do clube, Domingos Soares de Oliveira. “Fizemos a primeira emissão obrigacionista há 15 anos. Esta é a nona emissão, e quando vemos o entusiasmo dos investidores, é um marco. Nos últimos anos temos vindo a reduzir o custo do nosso financiamento e pela primeira vez baixamos da fasquia dos 4%”, referiu o responsável financeiro.

Este é o juro mais baixo numa emissão do Benfica e fica abaixo do que os investidores pedem por dívida dos clubes rivais. “Cada SAD tem realidades distintas. O que temos sentido é confiança dos investidores. Não sei o que será o futuro ou se haverá subidas, mas os resultados reconhecem a mais-valia da gestão e que esta é uma taxa atrativa considerando o risco da sociedade“, afirmou o CFO.

Benfica encaixa 28,5 milhões de euros

A operação conjuga uma parte (correspondente a 11,5 milhões de euros) em que a SAD do clube da Luz substituiu antigos títulos de dívida emitidos em 2017 e que vencem no próximo ano, por títulos desta nova emissão. Os 580 investidores que decidiram participar ficam a saber quantas obrigações lhes couberam esta sexta-feira.

A outra parte da operação, a que correspondente o montante remanescente, é a emissão de novas obrigações, sendo que este empréstimo gerou um encaixe financeiro bruto de 28,5 milhões de euros. Os novos títulos de dívida devem ser admitidos à negociação dois dias depois. Ou seja, a 21 de maio.

Dívida da SAD recua 21,5 milhões de euros

Soares de Oliveira explicou que o clube fez, antes desta emissão, um reembolso de um outro empréstimo emitido em 2016, no valor de 50 milhões de euros. Nesse reembolso, usou capitais próprios. Assim, com o encaixe financeiro da emissão, a dívida global do clube reduz-se em 21,5 milhões.

“A redução no nosso endividamento é muito relevante”, afirmou o CFO, apontando ainda para a quebra no custo médio da dívida e reforço do financiamento em mercado em detrimento da banca (tem apenas 13 milhões de euros em empréstimos bancários). Acrescentou que o esforço financeiro a que o Benfica será obrigado em 2020 cai assim para 48,5 milhões (contra os anteriores 60 milhões).

Esta operação financeira está a decorrer num momento de grande expectativa no seio do clube encarnado. A equipa principal poderá sagrar-se campeão nacional este fim de semana, bastando para isso pontuar no Estádio da Luz na derradeira partida deste campeonato diante do Santa Clara. “Gostaria de desejar que os resultados desportivos sejam tão positivos quanto os desta operação”, afirmou Isabel Ucha, presidente da bolsa de Lisboa.

(Notícia atualizada às 17h15)

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