Marques Mendes: “Se tiram comenda a Berardo, também têm que instaurar um processo a José Sócrates”

Comentador defende retirada da Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique ao ex-primeiro-ministro, alegando que o seu comportamento e conduta são "exatamente contrários aquilo que é uma condecoração".

Luís Marques Mendes defendeu este domingo à noite que o Conselho das Ordens Nacionais deve instaurar um processo para avaliar a conformidade do “comportamento e conduta” de José Sócrates aos deveres da Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. O ex-primeiro-ministro foi condecorado em abril de 2005 por Jorge Sampaio.

O comentador da SIC até concorda com o processo instaurado a Joe Berardo, porque “as declarações feitas [este sábado] pelo próprio ainda comendador, justificam mesmo a retirada da comenda”. Na opinião de Marques Mendes, o empresário madeirense “comporta-se como uma altivez, uma arrogância e uma má educação que justifica plenamente retirar esta condecoração”. Mas existindo um processo contra Berardo, o que deve acontecer à comenda atribuída por Jorge Sampaio a José Sócrates?

Têm que ser analisados outros precedentes, já ouvi falar de Zeinal Bava, Helder Batlagia. Têm que ser analisados outros. Dou aqui um exemplo que ainda não falado: José Sócrates”, afirmou Marques Mendes no seu comentário semanal na SIC, lembrando que o ex-primeiro-ministro recebeu a 21 de abril de 2005 a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

O Conselho das Ordens Nacionais pode instaurar um processo disciplinar sempre que tenha conhecimento da violação dos deveres de “defender e prestigiar Portugal em todas as circunstâncias” e “de não prejudicar, de modo algum, os interesses de Portugal”, por parte de um comendador. É é isso que Marques Mendes considera estar aqui em causa. “Berardo vai perder a sua condecoração e não é arguido de nada, acusado de nada, e muito menos condenado. José Sócrates não está ainda condenado e não sei se alguma vez vai estar, mas daquilo que já se conhece do seu comportamento, da sua conduta, é um comportamento impróprio, uma conduta absolutamente inadmissível no plano politico e no plano ético”.

O comentador lembra as “grandes responsabilidades” de Sócrates enquanto ex primeiro-ministro, alegando que “a sua conduta e o seu comportamento, independentemente da questão judicial, mancham a imagem de Portugal, mancham os interesses de Portugal, são exatamente contrários aquilo que é uma condecoração“. “Por maioria de razão, se tiram a Berardo, também têm que instaurar um processo disciplinar a José Sócrates”, concluiu.

(Notícia atualizada às 21:15)

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