Um Range com mais energia. É um híbrido de luxo

O 400e PHEV associa o motor Ingenium 2.0 turbo de 300 cv com um motor elétrico. São 404 cv debaixo do pé direito, com a garantia de baixos consumos enquanto a bateria dura.

A eletrificação dos automóveis está em marcha. Com o diesel a começar a ser posto de lado, são muitas as fabricantes que apostam nos benefícios das baterias acopladas aos tradicionais motores a combustão a gasolina, havendo poucas a darem o salto diretamente para os 100% elétricos. Uma das marcas que está a fazer esse caminho é a Land Rover. Enquanto a Jaguar já tem o I-Pace, a Land tem agora o Range Rover PHEV.

Durante muito tempo foram os diesel que reinaram neste SUV de luxo da fabricante atualmente nas mãos da Tata. Blocos gigantes, com muita potência, muita força, o ideal para explorar ao máximo as capacidades todo-o-terreno que poucos, na realidade, o fazem. São mais as vezes que os vemos passear reluzentemente nas estradas das grandes cidades do que propriamente em terra batida, carregados de lama.

Além dos diesel, o Range Rover conta ainda com os potentes motores a gasolina, mas agora estes ganharam um parceiro elétrico que faz maravilhas na condução. A proposta híbrida da marca, com o 400e PHEV, associa o motor Ingenium 2.0 turbo de 300 cv com um motor elétrico de 85 kW alimentada por baterias de lítio colocadas na traseira do veículo sob a plataforma da bagageira. A potência total dispara para os 404 cv.

Há muito cavalo para puxar este SUV de grandes dimensões. A primeira diferença que se nota quando se liga o 400e é que não há barulho. É estranho ver um automóvel destas dimensões mexer-se sem qualquer ruído à mistura. É suave até ao momento em que a pressão no acelerador e a necessidade de andar mais depressa faz entrar em ação o motor a gasolina. Aí há um ronronar que ganha fôlegoe põe o Range Rover a “comer” o asfalto.

A combinação do motor a gasolina com o elétrico confere ao SUV 640 Nm de binário. É um registo impressionante que se explica muito facilmente: sinal vermelho, três faixas, duas delas com familiares a diesel de cilindrada elevada, e quando se acende a luz verde… o Range Rover dispara ao toque do pedal direito. É pura diversão. Não é um automóvel pensado em “corridas”, mas responde muito bem — faz os 0 aos 100 km em 6,8 segundos. Embora essa “brincadeira” tenha custos.

Esta nova versão, que esteticamente traz pequenas diferenças, além das óticas, dos para-choques redesenhado ou das entradas de ar laterais com algumas alterações, conta com uma autonomia elétrica de 50 quilómetros. Pode andar estes quilómetros todos sem uma pinga de gasolina, mas é muito rápido enquanto a carga desaparece por completo. A regeneração é limitada, sendo que para a voltar a carregar numa ficha normal são precisas 7h30 — num carregador rápido são necessárias 2h45.

O híbrido de luxo da Land Rover anuncia consumos de 2,8 litros aos 100 km, mas quando a bateria acaba, rapidamente o ecrã por detrás do volante — um dos três que equipam os Range Rover, bem como a restante gama da marca — rapidamente passa a apresentar consumos de dois dígitos. Mas também, estamos a falar de um SUV que custa mais de 130 mil euros.

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