Burnout já é considerado doença pela Organização Mundial de Saúde

O burnout ou síndrome do esgotamento profissional consta, desde sábado, da lista de doenças aprovada pela Organização Mundial de Saúde.

O síndrome de esgotamento profissional, ou burnout, foi considerado uma doença pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A entrada oficial deste síndrome para a lista de Classificação Internacional de Doenças (CID) aconteceu no passado sábado, 25 de maio, e constitui a 11.ª revisão do documento.

O burnout está incluído nos “problemas associados com o emprego e o desemprego” e tem o código QD85, que descreve um síndrome que surge como “resultado de stress crónico no trabalho e que não foi gerido de forma bem sucedida”. De acordo com a OMS, o burnout é caracterizado em três dimensões: sentimentos de exaustão, aumento da distância mental em relação ao trabalho ou sentimentos de negatividade face ao mesmo e redução da eficácia profissional.

Burnout é desde 25 de maio de 2019 considerado doença pela OMS.Pixabay

“A CID-11 foi atualizada para o século XXI e reflete os avanços críticos na ciência e na medicina”, refere o comunicado da OMS, adiantando ainda que esta versão é totalmente digital e pode ser integrada em aplicações de saúde e sistemas de informação, de maneira a torná-la “muito mais acessível”.

“Esta é a primeira vez”, disse Tarik Kasarevic, porta-voz da OMS, citado pela agência de notícias France Press, a respeito da introdução do síndrome na lista, que também inclui os distúrbios com videojogos e o comportamento compulsivo como doença mental.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Burnout já é considerado doença pela Organização Mundial de Saúde

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião