Famílias com mais apetite para compras importantes

Mobiliário, eletrodomésticos e computadores são alguns exemplos de bens pelos quais as famílias mostram mais interesse. Confiança dos consumidores subiu em maio, revela o INE.

As famílias reforçaram em maio o seu apetite por compras importantes de bens como por exemplo mobiliário, eletrodomésticos ou computadores, entre outros bens duradouros. Esta foi a principal razão para o aumento da confiança dos consumidores, revelou esta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A confiança dos consumidores subiu em maio pelo segundo mês consecutivo, depois de ter desenhado uma tendência de descida entre junho de 2018 março de 2019.

O INE explica que “a evolução do indicador de confiança dos consumidores resultou do contributo positivo das perspetivas relativas à evolução da realização de compras importantes, do saldo das opiniões e das expectativas sobre a situação financeira do agregado familiar, destacando-se o primeiro caso”.

Por outro lado, as perspetivas relativas à evolução da situação económica do país apresentaram um “contributo negativo” em maio, depois de em abril ter feito parte do lote de motivos para a melhoria da confiança das famílias.

Na Zona Euro, em maio, o indicador de confiança melhorou, principalmente em resultado de avaliações mais positivas quanto à situação económica em geral.

Clima económico baixa em Portugal e na Zona Euro

Mas se do lado da procura os indicadores de confiança apontam para uma melhoria em maio, do lado da oferta o sentimento dos empresários piorou. “O indicador de clima económico diminuiu em maio, após ter estabilizado no mês anterior”, diz o INE. Uma tendência transversal a todos os setores, exceto nos serviços.

Os industriais revelaram-se mais pessimistas nas respostas a todas as questões do inquérito feito pelo INE. O indicador de confiança na indústria voltou a recuar em maio, perfazendo assim 17 meses seguidos de redução da confiança.

Depois de uma recuperação em abril, os empresários do setor da construção civil voltaram a ficar mais pessimistas em maio. Uma tendência que reflete o “contributo negativo de ambas as componentes, opiniões sobre a carteira de encomendas e perspetivas de emprego”.

No caso do comércio, o setor acumula quebras de confiança desde março, o que resulta tanto das opiniões sobre vendas como sobre os stocks, assim como as perspetivas sobre a atividade do setor.

O contributo positivo das apreciações sobre a evolução da carteira de encomendas e sobre a atividade da empresa permitiu uma recuperação da confiança do setor dos serviços — o único onde a confiança melhorou em maio.

Também no conjunto da Zona Euro, a tendência aponta para empresários mais pessimistas, principalmente, em resultado das opiniões dos gestores sobre a produção passada assim como a cateira de encomendas.

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