Guerra comercial volta a atingir exportadoras portuguesas. Altri afunda 5%

Metais raros usados em tecnologia poderão ser o próximo alvo da China para retaliar contra Trump. Troca de palavras entre os dois países está a penalizar as ações globais.

Donald Trump voltou a atingir os mercados. O presidente dos EUA afirmou que ainda não há acordo comercial com a China e aumentou os receios dos investidores. As principais bolsas globais seguem em baixa após os comentários e, em Lisboa, as exportadoras do setor do papel e pasta de papel são mais castigadas.

“O setor papeleiro tem estado em forte pressão vendedora, com a guerra comercial a colocar a procura em cheque”, disse Carla Maia, trader da XTB, à Reuters. A pressão foi exacerbada quando Trump afirmou que Washington não está preparado para fazer um acordo com a China. Em resposta, Pequim alertou que poderá usar minerais raros (usados na produção de tecnologia) para retaliar contra os EUA.

As ações da Altri afundam 5,1% para 5,865 euros, tendo já sido transacionados 533.515 títulos. Também a Navigator desvaloriza 2,72% para 3,218 euros e a Semapa recua 1,57% para 12,52 euros. O PSI-20 perde 1,17%.

Além da guerra comercial, a Altri também enfrenta receios internos. “Os investidores mostram receio face a esta opção de pagamentos de dividendos [de 0,72 euros, mais do dobro dos 0,3 euros pagos em anos anteriores] e à saída de capital da empresa, face à situação difícil que o setor atravessa”, acrescentou Maia. Após um ganho de 24% entre janeiro e março, a Altri — que apresenta esta quinta-feira resultados — desvaloriza 15% desde o início de abril.

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