Tarifas impostas por Trump ao México afundam Wall Street

Os principais índices dos Estados Unidos estão em queda, novamente pressionados por Donald Trump. Mas, desta vez, devido às tarifas que o Presidente decidiu aplicar ao México.

As principais bolsas norte-americanas estão em queda nesta última sessão da semana. Donald Trump voltou a agitar Wall Street mas, desta vez, não foi devido às tensões comerciais com a China. As preocupações dos investidores estão agora centradas no México, que foi atingido com tarifas norte-americanas para travar a imigração ilegal.

O índice de referência S&P 500 está a cair 1,17% para 2.757,03 pontos, acompanhado pelo tecnológico Nasdaq que recua 1,31% para 7.468,38 pontos. Este desempenho também se alastrou ao setor industrial, com o Dow Jones a desvalorizar 1,21% para 24.865,01 pontos.

Os mercados estão em queda, com os investidores preocupados com “novas” tensões comerciais. Esta quinta-feira, Donald Trump anunciou que vai impor, a partir de 10 de junho, “taxas alfandegárias de 5% sobre todos os bens provenientes do México”, enquanto imigrantes ilegais continuarem a atravessar a fronteira mexicana.

“As taxas alfandegárias vão aumentar progressivamente enquanto o problema da imigração clandestina não for resolvido. Nessa altura, as taxas alfandegárias serão levantadas”, referiu o presidente norte-americano.

Como seria de esperar, o México considerou esta notícia “desastrosa” e já anunciou que vai reagir. “Isto é desastroso, esta ameaça posta em prática seria muito grave (…) Se isto acontecer, devemos reagir energicamente”, declarou à imprensa o subsecretário mexicano para os Estados Unidos, Jesus Seade.

Esta decisão levou os juros das Treasuries norte-americanas a dez anos a tocarem novos mínimos de vários meses, de acordo com a Reuters (conteúdo em inglês). Este cenário é encarado por alguns analistas como um sinal de que uma recessão económica poderá acontecer dentro de um ou dois anos.

As consequências são também notórias nas ações, com as principais fabricantes norte-americanas a apresentarem quedas acentuadas, dado que muitos dos seus produtos são fabricados no México, devido à mão-de-obra barata do país. A General Motors está a cair 3,79% enquanto a Ford Motor está a recuar 2,72%.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Tarifas impostas por Trump ao México afundam Wall Street

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião