Marques Mendes: Diretora-geral do Fisco “devia pedir a demissão” por causa das operações stop

O comentador da SIC diz que no caso das operações stop do Fisco houve, no mínimo, “negligência”. Sugere que Helena Borges devia pedir a demissão.

Marques Mendes afirmou este domingo que a operação do Fisco que na semana passada aconteceu em Valongo foi “excessiva e lamentável. Um abuso. Parece um tique medieval”.

O comentador da SIC defendeu que o secretário de Estado do Fisco, António Mendonça Mendes, esteve bem neste caso, “porque agiu com rapidez e equilíbrio”.

Já em relação a Helena Borges, Diretora-geral do Fisco, Marques Mendes é bastante critico e diz que, “no mínimo, devia pedir a demissão e colocar o lugar à disposição”.

Isto porque “veio dizer que não sabia de nada. Se não sabia, tinha obrigação de saber. Se não leu o plano de ação que lhe foi enviado pela Direção de Finanças do Porto, deveria ter lido. Há, no mínimo, uma negligência”, afirmou Marques Mendes.

A diretora-geral da Autoridade Tributária, Helena Borges, disse na sexta-feira que desconhecia as operações que as direções de impostos e a GNR estavam a realizar no distrito do Porto, realizando penhoras de carros a devedores, que encontravam através de operações Stop montadas para o efeito. Helena Borges disse que soube das operações pela imprensa, quando já decorriam.

“Não conhecia o plano, nunca o diretor de Finanças do Porto discutiu o tema comigo, nem o partilhou ou submeteu a discussão em qualquer reunião do Conselho de Administração da Autoridade Tributária e Aduaneira. Tive conhecimento da ação, já em curso, através da Imprensa”, disse Helena Borges ao Jornal de Notícias.

O Público e o Jornal de Notícias adiantaram que, apesar de a diretora da AT alegar que não conhecia os planos, estes estavam descritos de forma explicita no Plano de Atividades da Direção de Finanças do Porto, citando inclusivamente “operações stop em estradas com grande fluxo de trânsito de forma a identificar veículos automóveis de devedores com vista à sua penhora ou apreensão”.

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