Montepio admite perder 1,5 mil milhões de créditos que BEM prevê ganhar

  • ECO
  • 4 Junho 2019

Projeções do plano de negócios apontam para uma queda na carteira de crédito do Banco Montepio, no segmento dos grandes clientes empresariais, que contrasta com um aumento na carteira do BEM.

O BEM (Banco Empresas Montepio) tem previsto, no plano de negócios até 2023, atrair da esfera da casa-mãe, o Banco Montepio (BM), créditos no valor de 1,5 mil milhões de euros relacionados com os grandes clientes empresariais, aqueles que oferecem maior potencial de negócio.

O Banco Montepio já antecipa este efeito ao projetar, para daqui a quatro anos, uma queda inversamente proporcional na carteira de crédito associada ao mesmo segmento de negócio, de 1,5 mil milhões, adianta o Público (acesso condicionado), citando o documento debatido na Comissão Executiva do BM.

“Assumiu-se que 100% da nova produção de crédito de empresas de igual ou mais de 20 milhões de euros” passará a “entrar no BEM”, diz o plano de negócios datado de meados de maio. Já as projeções para a nova produção, ou seja, concessão de crédito, apontam para 470 milhões de euros em 2019 e 577,8 milhões em 2023.

Em maio, Carlos Tavares garantia, numa carta enviada aos colaboradores, que “não há transferência de carteira de clientes” para a nova instituição, criada para oferecer um serviço especializado às empresas. Apontava ainda que “os resultados do BEM refletir-se-ão diretamente nos do Banco Montepio”, portanto “o que for bom para o BEM será bom para o Banco Montepio”.

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