Powell não fecha a porta à descida dos juros. Fed vai atuar “apropriadamente” para sustentar economia

O líder da Fed não fecha a porta a uma descida dos juros. Vai atuar "apropriadamente" para sustentar a expansão económica num cenário de abrandamento por causa da guerra comercial.

O presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana não fecha a porta a uma descida dos juros caso seja necessário e vai estar atento aos desenvolvimentos e implicações das medidas tomadas pelos EUA e pela China no contexto da guerra comercial.

“Nós não sabemos quando é que estas questões vão ser resolvidas”, disse Jerome Powel numa conferência em Chicago, referindo-se ao tema das “negociações comerciais e outros assuntos”. “Estamos a monitorizar atentamente as implicações destes desenvolvimentos nas perspetivas económicas dos EUA e, como sempre, atuaremos apropriadamente para sustentar a expansão, com um mercado laboral forte e a inflação perto do objetivo dos 2%”, disse o líder da Fed.

As declarações poderão sinalizar maior abertura do presidente da Fed à possibilidade de uma descida dos juros norte-americanos na reunião dos responsáveis da política monetária dos EUA, em setembro. A hipótese tem ganhado cada vez mais força e já tinha sido admitida esta segunda-feira pelo presidente da Fed de St. Louis, numa altura em que a Bloomberg atribui uma probabilidade de 88% à descida da taxa diretora em setembro.

A hipótese confirma também os receios dos investidores perante o abrandamento da economia mundial devido à guerra comercial. As crescentes pretensões protecionistas e o alegado défice comercial levaram o Presidente Donald Trump a reforçar os impostos sobre as importações de produtos chineses e, ainda, sobre as importações de produtos do México, caso o país não tome medidas para estancar o fluxo migratório para os EUA.

Uma possível descida dos juros no final do terceiro trimestre está a animar os investidores norte-americanos. Wall Street está a recuperar esta terça-feira, com os três principais índices a valorizarem mais de 1%. O dólar, que seguia em queda, inverteu a tendência após as palavras de Powell e valorizar 0,15% contra as principais pares.

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