Estas são as quatro recomendações de Bruxelas para Portugal

No âmbito do semestre europeu, Bruxelas emitiu recomendações para todos os países da região. Para Portugal, o principal alerta vai para a necessidade de reduzir a dívida.

Portugal tem sido bom aluno, mas nem por isso deixa de receber recados. No âmbito do semestre europeu, Bruxelas emitiu recomendações para o país, alertando, entre outros, para a necessidade de manter os esforços de consolidação que permitam uma redução do endividamento público.

Mais investimentos para fomentar a economia, maior aposta na formação dos portugueses, são outras das recomendações específicas para Portugal. Conheça-as:

  • Bruxelas diz que Portugal “vai atingir o objetivo de médio prazo em 2020”, isto sem considerar os eventos extraordinários nacionais, referindo-se aos incêndios. Apesar de dar boa nota na questão do objetivo de médio prazo, alerta para a necessidade de o país “acelerar a redução do endividamento público”, isto numa altura em que a dívida portuguesa ascende a 252 mil milhões de euros. Defende ainda que Portugal olhe também para as contas das empresas públicas, pedindo um acompanhamento mais abrangente e transparente do setor empresarial do Estado.
  • Portugal deve, na perspetiva de Bruxelas, “adotar medidas que deem resposta à segmentação do mercado laboral”, isto ao mesmo tempo que recomenda que sejam implementadas medidas que promovam a “melhoria das competências dos trabalhadores, nomeadamente através do reforço da literacia digital e tornando a formação de adultos mais relevante para as necessidades do mercado laboral”. Nas recomendações específicas defende ainda que o país “aumente o número de licenciados (particularmente nas áreas da ciência e das tecnologias da informação) e melhore a proteção social”.
  • “O país deve focar a política económica na pesquisa e na inovação, nos caminhos-de-ferro e nas infraestruturas portuárias”, isto além de dar passos na transição energética. Neste campo, Bruxelas alerta para a necessidade de “alargar as ligações de energia levando em conta as disparidades regionais”.
  • Para Bruxelas, Portugal deve permitir uma “recuperação mais fácil dos colaterais associados ao malparado”, promovendo uma maior “eficiência dos processos de insolvência”. Lembrando que a “duração média dos processos de recuperação” de empresas é demorado, e que isso “pesa sobre os preços aplicados pelo mercado aos ativos não produtivos”, Bruxelas defende que se dêem passos no sentido de aumentar a eficiência dos tribunais para encurtar os tempos de tomada de decisão.

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