Trump diz que decidirá sobre novas sanções comerciais à China no final do mês

  • Lusa
  • 6 Junho 2019

O Presidente dos Estados Unidos garante que vai decidir sobre as novas sanções à China, no final de junho, depois da cimeira do G20.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse esta quinta-feira que só decidirá sobre novas sanções tarifárias à China no final de junho, depois da cimeira do G20, no Japão, onde reunirá com o homólogo chinês, Xi Jinping.

O encontro entre Trump e Xi já tinha sido anunciado no início de maio, numa altura em que a guerra comercial entre os EUA e a China subia de tom, após o Presidente norte-americano ter anunciado o aumento de taxas alfandegárias entre 10% e 25% sobre cerca de 300 milhões de euros de produtos importados da China e de o Presidente chinês ter anunciado que responderia com idênticas sanções.

Nessa altura, Trump reconheceu que o encontro era de “grande importância” e voltou a recordar esta quinta-feira o compromisso, remetendo para a sua conclusão qualquer decisão sobre novas taxas alfandegárias. “Vou encontrar-me com o Presidente Xi e vamos ver o que acontece”, disse Donald Trump esta quinta-feira, em Caen, no norte de França, onde participou no segundo dia de comemorações do desembarque das tropas aliadas na Normandia, durante a II Guerra Mundial.

A decisão de Trump incidirá sobre pouco mais de 300 milhões de euros em importações de produtos chineses que ainda não foram afetados pelas sucessivas sanções tarifárias que têm sido impostas, na guerra comercial entre os dois países.

Donald Trump tem sido ambíguo relativamente à evolução das negociações para resolver o impasse comercial com a China, alternando entre declarações em que revela esperança numa solução rápida e afirmações de aumento de desconfiança sobre a postura da China.

Na cimeira do G20, que decorre na cidade japonesa de Osaka, nos dias 28 e 29 de junho, está marcada uma reunião bilateral entre Donald Trump e Xi Jinping, em que a questão da guerra comercial será tema central.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Trump diz que decidirá sobre novas sanções comerciais à China no final do mês

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião