Juíz diz que depoimentos de Salgado não valem como prova na Operação Marquês

  • ECO
  • 10 Junho 2019

O juiz Ivo Rosa decidiu que declarações do antigo banqueiro não valerão como prova. Visavam alegada falsidade de contrato que justifica transferências de 25 milhões para Zeinal Bava.

Ivo Rosa decidiu excluir dois depoimentos do antigo banqueiro Ricardo Salgado, um no processo Monte Branco e outro no inquérito ao colapso do Banco Espírito Santo (BES), apresentados como provas pelo Ministério Público, como possível fonte de prova na Operação Marquês, avança o Público (acesso condicionado). Em causa estão declarações do antigo banqueiro que poderiam sustentar alegada falsidade de contrato que justificou transferências de 25 milhões de euros para Zeinal Bava.

A impossibilidade de essas declarações poderem ser usadas como fonte de possível prova foi declarada num despacho assinado há dias por Ivo Rosa, juiz que está a presidir à instrução da Operação Marquês.

As declarações de Salgado feitas no âmbito do processo Monte Branco e no inquérito ao colapso do BES eram um elemento apresentado pela acusação para sustentar a alegada falsidade de um contrato assinado entre a Espírito Santo Enterprises, conhecida como o alegado “saco azul” do Grupo Espírito Santo (GES), e o antigo administrador da PT, Zeinal Bava, para justificar o recebimento de um valor global de 25,2 milhões de euros transferidos para contas do gestor no banco UBS, em Singapura e na Suíça, entre 2007 e 2011.

O Ministério Público defende que as três transferências se trataram de “luvas” pagas por Ricardo Salgado para que Zeinal Bava beneficiasse, como administrador da PT, os interesses do GES. O gestor nega essa tese e justifica o recebimento do dinheiro com um contrato que está datado de 20 de dezembro de 2010.

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