OPA à SAG está registada. Investidores podem aceitar oferta de Pereira Coutinho a partir desta sexta-feira

CMVM deu "luz verde" à OPA apresentada por Pereira Coutinho sobre a SAG. Condição de sucesso é alcançar 90% da empresa para depois avançar com uma oferta potestativa que permita a retirada de bolsa.

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) deu “luz verde” à oferta pública de aquisição (OPA) apresentada por Pereira Coutinho sobre a SAG. Registou a oferta que chegará ao mercado já esta sexta-feira, 14 de junho. A condição de sucesso da operação é a obtenção de 90% do capital para que seja possível retirar a empresa de bolsa.

“A oferta irá iniciar-se às 8h30 do dia 14 de junho de 2019 e decorrerá até às 15h00 do dia 28 de junho de 2019, sem prejuízo da sua prorrogação de acordo com a legislação aplicável, podendo as respetivas ordens de venda ser recebidas até ao termo deste prazo”, refere o prospeto da operação publicado no site do regulador do mercado de capitais.

A contrapartida oferecida por Pereira Coutinho é de 0,0615 euros por cada ação, pagos em numerário, valor que a administração da SAG já tinha considerado de “adequado” por corresponder a “um valor superior” ao “que se perspetiva possa vir a corresponder ao valor das ações da SAG Gest” em bolsa.

O relatório do conselho de administração acrescentava que o montante incorpora “um prémio muito significativo” face ao valor da cotação à data do anúncio preliminar. Antes do lançamento da oferta, os títulos da SAG valiam 0,057 euros, na bolsa de Lisboa e, desde então, valorizaram ligeiramente até aos 0,059 euros.

Rumo à saída de bolsa

Com a OPA no mercado, fica aberta a porta de saída da SAG de bolsa. A Pereira Coutinho já é imputada ao empresário uma posição de 88,8610% do capital, dos quais 0,0023% são detidos diretamente, 76,7% através sociedade IAMCInvestment And Assets Management Consulting, 10,2% através da SGC Investimentos (que é detida em 100% pela IAMC) e os restantes 0,7069% através da empresa Principal (detida pelo empresário).

A condição de sucesso da OPA é a compra de, pelo menos, 90% do capital da empresa que até agora tinha como negócio principal a importação e comercialização de automóveis. Alcançando este patamar, Pereira Coutinho avançará para uma oferta potestativa que lhe permitirá adquirir os restantes títulos dispersos em bolsa ao mesmo valor, retirando a cotada do mercado.

SAG sem SIVA

Recorde-se que no dia em que foi anunciada a OPA, a SAG informou também ao mercado um acordo com a Porsche, o BCP, o BPI, a Caixa Geral de Depósitos e o Novo Banco “com vista a assegurar a sustentabilidade e continuidade do negócio automóvel da SAG, atualmente desenvolvido pela SIVA”.

Este acordo resultou na venda da SIVA (o negócio dos automóveis da empresa) à Porsche pelo valor simbólico de um euro. A SAG e a SIVA requereram ainda, em separado, a abertura de Processos Especiais de Revitalização (PER). No âmbito do PER serão perdoados, a empresas detidas maioritariamente por Pereira Coutinho, 253,2 milhões de euros em créditos subordinados e outros 116 milhões de euros em créditos à banca.

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