Custo das 35 horas na Saúde sempre esteve previsto

Mário Centeno contesta que a redução do horário de trabalho na Função Pública tenha sido um erro. PS anunciou que quer aumentar o número de trabalhadores na próxima legislatura.

O ministro das Finanças garantiu esta quarta-feira no Parlamento que sempre esteve previsto o aumento de despesas com pessoal no setor da Saúde, por causa da redução do horário de trabalho para as 35 horas. Mário Centeno respondia a críticas dos deputados que confrontaram o governante com a ideia do PS querer aumentar o número de trabalhadores no Estado na próxima legislatura.

“Sempre assumimos que a redução do horário para as 35 horas seria feita sem custos, exceto na Saúde”, disse o ministro que está na comissão parlamentar de Trabalho e Segurança Social. Mário Centeno remeteu os deputados para declarações do Governo feitas no verão de 2016.

“Foi sempre assumido pelo Governo um custo na área da Saúde em particular nos enfermeiros, onde o caiu a pique [o contingente] entre 2012 e 2015“, explicou o ministro, acrescentando que houve um aumento de despesa na Saúde de “19 milhões de euros em 2016 e de 19 milhões de euros em 2017”.

Em novembro de 2016, o então ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, avançou esta estimativa para o impacto da redução das horas de trabalho na Saúde.

No sábado, o Expresso revelou que o PS quer incluir no programa eleitoral para as legislativas de 6 de outubro um reforço do número de trabalhadores na Função Pública, um aumento de salários para todos os trabalhadores e uma aposta na valorização dos trabalhadores com qualificações mais elevadas.

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