Já há empresas com apoios aprovados à inovação produtiva com a ajuda da banca

Programa Operacional Regional do Centro aprovou 27 novos projetos empresariais. Em causa está um investimento de 45 milhões de euros, que terá apoio de 14 milhões. Maioria são pequenas empresas.

Já há projetos de empresas aprovados no âmbito do novo sistema híbrido de apoio à inovação produtiva. “Já recebemos luz verde da candidatura”, conta Acácio Pego, ao ECO. “O projeto que submetemos tem por objetivo aumentar a capacidade produtiva. Está previsto um investimento de 1,5 milhões de euros”, precisa o responsável da A. J. Maias, que concebe, produz e comercializa componentes de bicicletas.

Este é apenas um dos 27 projetos empresariais que já receberam luz verde do Programa Operacional Regional do Centro (Centro 2020) para obter financiamento do Portugal 2020, sendo a banca a assegurar a componente reembolsável do apoio. Em causa está um investimento global de 45 milhões de euros e um apoio dos fundos europeus de 14 milhões.

As andanças pelos fundos já não são novas para a empresa de bicicletas de Anadia. “É já o segundo projeto que submetemos ao Portugal 2020 para aumentar a capacidade produtiva. O primeiro foi de 3,5 milhões, ainda está a decorrer. Ainda não fechou”, conta Acácio Pego. Mas este é o primeiro em que é a banca que vai financiar a componente reembolsável do apoio. Em causa está agora um investimento total de 3,72 milhões de euros que recebeu luz verde para ter um incentivo de 911,45 mil euros.

A empresa, que prevê aumentar em cerca de 100 o número de funcionários com o novo investimento, conta como foi o processo. “Entregámos a candidatura e só depois foi necessário identificar o banco”, que irá assegurar o apoio reembolsável através de um empréstimo sem juros, ou seja, sem encargo adicional para as empresas.O Santander Totta antecipou-se e abordou-nos sabendo que tínhamos metido um projeto e perante a necessidade de se indicar um banco apresentaram-nos uma proposta”, explica Acácio Pego. “Falámos com a empresa que nos estava a ajudar a fazer a candidatura e aceitámos. Acabámos por indicar ao IAPMEI o Santander Totta“, acrescenta, sublinhando que o banco com o qual costumam trabalhar é a CGD, mas esta “não teve a mesma proatividade”.

A.J. Maias, fundada em 1965, tem quase 300 trabalhadores e exporta 95% da sua produção — o ano passado produziu 395 mil bicicletas — e fazem serviços de montagens para a Decathlon, para as lojas de vários países. “Os produtos seguem direto para lá”, explica Acácio Pego, garantindo que a empresa não receia depender de um cliente único. “Trabalhamos com eles há 20 anos. Mais vale um cliente bom do que vários maus”, frisa.

Inicialmente a empresa dedicava-se ao fabrico de soluções para a construção civil, mas converteu-se para montagem de bicicletas e iniciou a sua relação com o gigante de equipamentos desportivos Decathlon em 1998. Os serviços de fabrico de aros, pintura e montagem de bicicletas garantiram-lhe um volume de negócios de 8,4 milhões, em 2018, um aumento face aos 7,8 milhões registados em 2017.

Entre os 27 projetos já aprovados na região centro, o de maior dimensão é da Solis, uma empresa também de Aveiro com 40 anos de existência, que fabrica produtos de higiene, limpeza e desinfeção. Neste concurso para inovação produtiva, a empresa candidatou-se com um investimento global de 4,83 milhões de euros para aumentar a sua capacidade produtiva. O Portugal 2020 vai apoiar o projeto com 1,08 milhões de euros e tendo em conta a solidez financeira da empresa, a opção foi não recorrer à banca para obter a componente não reembolsável. “Optámos por não ir pela banca”, disse, ao ECO, Gabriela Duarte. A hipótese esteve em estudo, mas a opção foi prescindir.

De acordo com as regras do concurso as empresas podem prescindir do apoio da banca, para a componente reembolsável,desde que demonstrem dispor de fontes de financiamento alternativas para o financiamento do projeto, incluindo o recurso a capitais próprios”. As regras também determinam que as grandes empresas não podem beneficiar do empréstimo bancário sem juros, tal como as PME também não quando está em causa um investimento igual ou superior a 15 milhões de euros.

Entre os 27 projetos do centro que já receberam luz verde, a maioria é da responsabilidade de pequenas empresas (12 projetos), nove são de empresas médias e cinco de micro empresas. Há ainda um investimento de dois milhões de euros de uma grande empresa — a Jacl, que produz componentes para automóveis, e que vai ter um apoio do Portugal 2020 de 299,6 mil euros.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Já há empresas com apoios aprovados à inovação produtiva com a ajuda da banca

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião