SIC aumenta oferta de dívida para 51 milhões de euros. Procura por obrigações já superou os 86 milhões

A estação de televisão detida pelo grupo Impresa fez esta sexta-feira uma adenda ao prospeto do empréstimo obrigacionista devido à forte procura. Oferta decorre até 4 de julho.

A SIC aumentou a oferta de dívida para 51 milhões de euros. A anterior meta era de 30 milhões, mas a forte procura — que já superou os 86 milhões de euros — levou a estação de televisão detida pelo grupo Impresa a alargar o montante da oferta, como informou em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

“Considerando que, no final do dia 19 de junho de 2019, as ordens de subscrição de obrigações representativas do empréstimo obrigacionista denominado Obrigações SIC 2019-2022 transmitidas aos intermediários financeiros ascendiam ao valor nominal agregado de 86.565.360 de euros“, a SIC decidiu “aumentar o número máximo de Obrigações SIC 2019-2022” para até 1,7 milhões de obrigações, ou seja, “até 51.000.000 de euros”.

A estação de Paço de Arcos começou esta segunda-feira a financiar-se junto de pequenos investidores através de uma emissão de obrigações com uma taxa de juro de 4,5% por títulos de dívida que têm maturidade a três anos. O período de subscrição decorre até ao dia 4 de julho de 2019. Cada título custa 30 euros, sendo que o investimento mínimo é de 50 obrigações, ou seja, 1.500 euros.

Face ao aumento do encaixe financeiro bruto esperado, o montante líquido recebido pela empresa poderá superar os 48,8 milhões de euros (tendo em conta as comissões, despesas obrigatórias e custos associados à operação máximos estimados em 1,85 milhões de euros, bem como 295,5 mil euros em outros custos).

Nesta operação, que “destina-se a diversificar as fontes de financiamento”, como a SIC explica no prospeto da oferta, procura também “alargar a maturidade média da dívida”. Após o fim da oferta, a estação espera que a admissão à negociação ocorra no dia 10 de julho de 2019.

A SIC é a terceira empresa num curto período de tempo a recorrer ao mercado de dívida de retalho para obter financiamento, sendo a segunda a fazer a sua estreia junto de pequenos investidores. O Benfica realizou com sucesso uma emissão de 40 milhões, enquanto a TAP fechou esta semana uma operação de financiamento de 50 milhões.

(Notícia atualizada às 18h10)

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