SIC quer 30 milhões de pequenos investidores. Taxa das obrigações é de 4,5%

Depois da TAP é a vez da SIC avançar com uma emissão de obrigações destinadas a investidores de retalho. A estação de Paço de Arcos, detida pela Impresa, pretende obter 30 milhões de euros.

Depois da TAP é a vez da SIC avançar com uma emissão de obrigações destinadas a investidores de retalho. A estação de Paço de Arcos, detida pela Impresa, pretende obter 30 milhões de euros. Para atrair os pequenos investidores propõe-se pagar uma taxa de 4,5% por títulos de dívida que têm maturidade a três anos.

“A oferta tem como objeto até 1.000.000 (um milhão) de obrigações, com o valor nominal unitário de 30 euros (trinta euros) e global inicial de até 30.000.000 (trinta milhões de euros)”, refere a SIC no comunicado enviado à CMVM.

“O preço de subscrição é de 30 (trinta euros) por cada Obrigação SIC 2019-2022”. No entanto, “cada ordem de subscrição deve ser apresentada em montante e referir-se, pelo menos, a 50 (cinquenta) Obrigações SIC 2019-2022 para um montante mínimo de investimento de 1.500 euros”.

Nesta operação, que “destina-se a diversificar as fontes de financiamento”, a SIC procura “alargar a maturidade média da dívida”, sendo que estas obrigações têm maturidade a três anos. Em cada um desses anos, a estação de Paço de Arcos vai remunerar os investidores com uma taxa superior à da TAP, que paga 4,375%

A taxa de juro anual nominal bruta aplicável a cada um dos períodos de juros será fixa e igual a 4,50% (quatro vírgula cinquenta por cento) ao ano (taxa anual nominal bruta, sujeita ao regime fiscal em vigor). Assim, um investimento mínimo de 1.500 euros gerará juros brutos de 202,50 euros no final do prazo.

Contudo, nota a SIC, “à subscrição das Obrigações SIC 2019-2022 estarão associadas outras despesas e comissões, pelo que o subscritor poderá, em qualquer momento prévio à subscrição, solicitar ao intermediário financeiro a simulação dos custos do investimento que pretende efetuar, por forma a obter a taxa interna de rendibilidade do mesmo”.

Oferta arranca dia 17

A SIC é a terceira empresa num curto período de tempo a recorrer ao mercado de dívida de retalho para obter financiamento, sendo a segundo a fazer a sua estreia junto de pequenos investidores. O Benfica realizou com sucesso uma emissão de 40 milhões, sendo que a TAP está no mercado com uma operação de financiamento de 50 milhões.

A estação de televisão quer 30 milhões, mas “o número de Obrigações SIC 2019-2022 (e, consequentemente, o seu valor nominal global inicial) ser aumentado” até dia 28 de junho, poucos dias antes do final do prazo de subscrição.

“A oferta é uma oferta pública de subscrição dirigida ao público em geral e o respetivo período de subscrição decorre entre 17 de junho de 2019 e 4 de julho de 2019“, refere a SIC. A estação diz que espera que a “admissão à negociação ocorra com a maior brevidade possível, sendo previsível que a mesma tenha lugar no dia 10 de julho de 2019, após obtenção de autorização por parte da Euronext”.

(Notícia atualizada às 00h32 com mais informação)

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