Corte nas taxas leva CGD a só pagar juros em poupanças superiores a 6.666 euros

Ao mesmo tempo que vai deixar de pagar juros abaixo de um euro pelas poupanças, a CGD cortou as taxas de muitos depósitos. Para garantir um retorno nestes produtos terá de aplicar 6.667 euros.

Tem poupanças na Caixa Geral de Depósitos (CGD)? A partir de agosto vão render ainda menos em algumas contas. O banco público vai cortar as magras taxas que paga nos seus depósitos. Mas, mais do que isso, também vai mudar a regra de pagamento de juros: pura e simplesmente, deixará de pagar o juro no final de cada semestre sempre que o juro for inferior a um euro. Isto quer dizer que os depósitos cujas taxas vão agora ser revistas terão de ter, pelo menos, 6.667 euros para render algum dinheiro.

O banco já está a avisar os clientes que vai baixar o juro semestral das contas Caixapoupança, Caixapoupança Reformado, Emigrante, Superior e Caixa Projecto de 0,05% para 0,015% (corte de 70%) a partir do dia 1 de agosto.

A partir da mesma data, informou ainda a CGD, “será alterada a regra de pagamento de juros nos Depósitos a Prazo e Depósitos Poupança, pelo que não serão pagos juros sempre que o valor ilíquido dos juros calculados seja inferior a um euro“.

Esta nova regra será transversal a toda a oferta de contas de depósitos e contas poupança da CGD. Mas há um pormenor: com o corte de juros à vista, as contas Caixapoupança, Caixapoupança Reformado, Emigrante, Superior e Caixa Projecto vão passar a exigir um “pé-de-meia” superior a 6.666 euros para que se possa extrair de lá algum rendimento. Dito de outra forma: são precisos, pelo menos, 6.667 euros nestas contas para haver lugar ao pagamento do juro semestral por parte da Caixa.

A redução dos juros dos depósitos não é novidade no panorama português, nem europeu, sobretudo tendo em conta o ambiente de baixos juros promovido pelo Banco Central Europeu (BCE), que nas últimas semanas mostrou disponibilidade para baixar ainda mais as taxas a fim de promover o crescimento económico.

Fonte oficial da CGD explicou isso mesmo: que “a menor capacidade de remuneração de depósitos e poupanças pelo setor bancário assenta na necessidade de ajustamentos progressivos de modo a assegurar a sustentabilidade do setor, no atual contexto“. E lembrou que no caso do banco público se “tem vindo a reforçar a proposta de valor para os clientes detentores de Contas Caixa, (Azul, Platina, L, M, etc) bem como a criar oportunidades para que os clientes realizem uma maior diversificação das suas carteiras, seja através do investimento em seguros financeiros, fundos ou PPR”.

Dentro daquilo que é a oferta do banco público, um simples depósito online “DP Netpr@zo” não renderá juros se tiver menos de 2.000 euros com a nova regra que entra em vigor em agosto. Isto tendo em conta que a taxa bruta anual nesta aplicação é de 0,050%.

Ainda assim, esta taxa é melhor do que a oferecida no Depósito a Prazo Variável da CGD, cuja remuneração está indexada à média da Euribor a 12 meses. Tendo em conta que esta taxa está em “terreno” negativo, a remuneração será de 0%, levando o banco estatal a apresentar a mesma remuneração praticada já há algum tempo pelo BPI.

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