Finlândia assume presidência da UE. Quer acordo para a neutralidade carbónica em 2050

  • Lusa
  • 1 Julho 2019

Presidência finlandesa propõe-se envolver a sociedade civil no combate a campanhas de desinformação e notícias falsas e aumentar a cooperação entre os Estados-membros e a UE.

A Finlândia assume esta segunda-feira a presidência da União Europeia (UE) empenhada em fechar o acordo para a neutralidade carbónica em 2050 e reforçar o respeito pelo Estado de Direito, fazendo depender dele a atribuição de fundos.

Com o lema “Europa sustentável, futuro sustentável”, a presidência finlandesa quer nomeadamente fechar o acordo entre os 28 para definir 2050 como meta para a neutralidade carbónica, em linha com o que definem os Acordos de Paris.

A meta devia constar da Agenda Estratégica aprovada no Conselho Europeu de 20 e 21 de junho, mas, segundo fontes diplomáticas, a introdução da data foi vetada pelos países do chamado Grupo de Visegrado (Polónia, República Checa, Eslováquia e Hungria).

Na conferência de imprensa que deu na quarta-feira em Helsínquia, o primeiro-ministro finlandês, Anti Riine, não precisou como vai ser possível chegar a acordo, mas disse que “a minoria” de países que se opuseram à inclusão da data pretendem “saber como a neutralidade carbónica vai afetar as suas economias” e defendeu que a questão deve ser contemplada no orçamento da UE a longo prazo.

A presidência finlandesa propõe-se envolver a sociedade civil no combate a campanhas de desinformação e notícias falsas (‘fake news’) e aumentar a cooperação entre os Estados-membros e a UE.

Em matéria orçamental, a Finlândia mantém a sua oposição a um orçamento reforçado da zona euro que, segundo Anti Rinne, deve ser “mais pequeno que maior” e estar integrado no Quadro Financeiro Plurianual (QPF) para 2012-2027.

A presidência propõe-se fechar o acordo sobre o QFP até ao fim do ano, tendo a ministra dos Assuntos Europeus, Tytti Tuppurainen, anunciado que “dentro de algumas semanas” iniciará “conversações bilaterais com todos os países”, para chegar “a um quadro negocial em outubro e a um acordo no fim do ano”.

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