Trabalhadores manifestam-se em Lisboa contra revisão da legislação laboral

  • Lusa
  • 10 Julho 2019

CGTP espera milhares de trabalhadores numa manifestação contra a revisão da legislação laboral. Há cerca de 80 autocarros que vêm de todo o país e dois comboios com origem no Porto.

Milhares de trabalhadores de todo o país deslocam-se esta quarta-feira a Lisboa para protestar contra as alterações à legislação laboral, numa manifestação nacional promovida pela CGTP, no dia em que ocorre o último debate do Estado da Nação da legislatura.

As estruturas regionais e setoriais da central sindical fretaram cerca de 80 autocarros para transportar trabalhadores de vários pontos do país e também dois comboios para assegurar a viagem do Porto a Lisboa.

“Não conseguimos contabilizar as pessoas que vêm por meios próprios, da zona da grande Lisboa e Setúbal, mas é seguro dizer que vamos ter uma grande manifestação, com milhares de trabalhadores, apesar de já estarmos no início do período de férias“, disse na terça-feira à agência Lusa João Torres, da Comissão Executiva da CGTP.

O objetivo do protesto é mostrar ao Governo e aos deputados que os trabalhadores “não aceitam as alterações, para pior, das normas gravosas da legislação laboral, e ao mesmo tempo exigir a valorização do trabalho e dos trabalhadores”.

A manifestação da Inter será precedida de algumas concentrações setoriais, nomeadamente dos trabalhadores da grande distribuição, da hotelaria e da EDP.

As alterações à lei laboral propostas pelo Governo e pelos vários partidos políticos têm vindo a ser votadas desde 11 de junho no grupo de trabalho criado no âmbito da comissão parlamentar da especialidade e a sua votação final global deverá ocorrer no dia 19.

Entre as medidas aprovadas está o alargamento do período experimental de 90 para 180 dias para trabalhadores à procura de primeiro emprego e desempregados de longa duração.

A proposta de lei do Governo que altera o Código do Trabalho resultou de um acordo celebrado na Concertação Social com a UGT e as confederações patronais, em de maio de 2018.

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