Se horários não mudarem, professores mantêm greve às horas extra

  • Lusa
  • 15 Julho 2019

Ministério da Educação demonstrou "nada querer fazer para acabar com o ‘sobretrabalho’ dos docentes”, diz a Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

A Fenprof anunciou que vai mantar a greve ao trabalho extraordinário no próximo ano letivo se os horários não forem alterados, o que implica todo o trabalho marcado fora do horário semanal de 35 horas dos professores.

Em comunicado, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), que esteve reunida com o secretário de Estado da Educação para debater horários de trabalho, disse que do encontro “não saiu qualquer novidade” e que “o Ministério da Educação demonstrou nada querer fazer para acabar com o ‘sobretrabalho’ dos docentes”.

“Aos professores resta recorrer à greve desde o início do próximo ano letivo, não comparecendo nas reuniões e outras atividades que lhes sejam impostas para além das 35 horas semanais de trabalho estabelecidas na lei”, acrescenta a federação que adianta também que vai prestar apoio jurídico aos docentes que queiram impugnar judicialmente os horários de trabalho.

De acordo com o comunicado da Fenprof, o Ministério da Educação (ME) “não reconhece problemas, considera que a culpa é do Estatuto da Carreira Docente e nada parece querer fazer para acabar com o ‘sobretrabalho’ imposto aos professores”

A Fenprof cita estudos para afirmar que os professores trabalham mais de 46 horas por semana e defende que a situação “se agravou no ano que terminou com a implementação dos regimes de educação inclusiva e de flexibilidade curricular”.

“Estes regimes estão a ser implementados à custa de uma ainda maior sobrecarga de trabalho imposta aos docentes, sendo disso exemplo o facto de, em algumas escolas, estes terem sido convocados para dezenas de reuniões e inúmeras horas de formação, ou sido obrigados a imenso trabalho burocrático, sempre para além do seu normal horário de trabalho”, acrescenta.

Ao ME a Fenprof pede que “emita orientações claras que acabem com os abusos e ilegalidades nos horários”, no sentido de integrar reuniões, formação profissional e trabalho de apoio escolar a alunos no horário semanal dos professores.

Pede ainda que o ME “divulgue uma lista de tarefas burocráticas que não podem ser atribuídas aos docentes, que inclua, entre outras, a verificação do estado dos manuais escolares devolvidos pelas famílias às escolas”.

A federação diz ainda ter entregue uma proposta de esclarecimentos o orientações para o ME entregar às escolas.

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Se horários não mudarem, professores mantêm greve às horas extra

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião