Contas da banca trocam as voltas a Wall Street

JPMorgan, Goldman Sachs e Wells Fargo apresentaram resultados depois do Citigroup. As ações valorizam, mas os investidores mostram preocupações com o impacto de um corte nos juros no setor.

Wall Street abriu a sessão desta terça-feira em ligeira baixa, com sinais mistos vindos das contas da banca. O JPMorgan, maior banco norte-americano, apresentou esta terça-feira lucros acima das expectativas, mas o recuo na margem financeira lançou preocupações sobre o impacto de um possível corte nos juros no setor.

O mesmo tinha já acontecido com o Citigroup, que reportou contas ao mercado antes do última sessão. O JPMorgan segue a ganhar 0,29% para 114,20 dólares por ação, enquanto o Citigroup soma 0,25% para 71,91 dólares.

Além destes, o Goldman Sachs avança 2,41% para 216,67 dólares e o Wells Fargo ganha 0,04% para 46,71 dólares. Ambos os bancos reportaram resultados mais fortes que o esperado pelos analistas consultados pela Reuters.

“Serão precisas notícias extraordinariamente boas para manter o rally do mercado a um rápido ritmo, o que será muito difícil até ser entrar completamente na época de resultados”, afirmou Peter Cardillo, economista-chefe da Spartan Capital Securities, à Reuters, sobre a reação acionista aos resultados da banca desde segunda-feira.

Nesta sessão, o índice financeiro S&P 500 abriu a perder 0,06% para 3.012,41 pontos, enquanto o industrial Dow Jones desliza 0,03% para 27.351,14 pontos e o tecnológico Nasdaq cede 0,10% para 8.250,21 pontos.

Os três principais índices tocaram recentemente novos máximos de sempre graças à expectativa que a Reserva Federal norte-americana corte a taxa de juro de referência na próxima reunião de política monetária dentro de duas semanas. Juros mais baixos penalizam a rentabilidade da banca, mas poderão ajudar a limitar o impacto da guerra comercial nas restantes empresas e na economia.

Nesta época de resultados, que arrancou esta semana com a banca, um dos principais focos será exatamente perceber até que ponto a guerra comercial está a afetar tanto lucros como as expectativas das empresas para os próximos meses. “É importante que haja notícias macro que sinalizem que não estamos a caminhar para uma recessão devido à guerra comercial“, acrescentou Cardillo.

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