PSD admite fasear mais cortes nos impostos e subida do investimento público se economia crescer menos

Cerca de duas semanas depois da apresentação do cenário macroeconómico e das medidas na área fiscal, o PSD explica o que fará se a economia crescer menos.

O PSD admite fazer uma descida de impostos e uma subida do investimento público mais lenta se a economia crescer abaixo do previsto no cenário macroeconómico que está na base do programa eleitoral. Os sociais-democratas argumentam que este plano é “mais flexível” que o do Governo que prefere aumentar a despesa pública. A ideia foi transmitida numa conferência de imprensa onde os responsáveis do partido pela área das finanças públicas garantiram que o programa eleitoral não prevê cortes — antes pelo contrário tem “margens” para mais despesa.

“Tudo isto depende do crescimento da economia. Se crescer menos o que fazemos? As propostas [de descer impostos e aumentar o investimento público] são graduais. Podemos ir ajustando”, disse Álvaro Almeida, o coordenador da área, admitindo um “crescimento do investimento público menor e uma redução de impostos menor”.

O porta-voz, Joaquim Miranda Sarmento, argumentou, porém, que esta estratégia é “mais flexível” do que a adotada pelo Governo. O economista repetiu que perante um “menor crescimento económico o que faremos é não deixar o investimento público crescer tanto e os impostos baixar tanto”. Sarmento considerou que este plano é “mais flexível do que aumentar a despesa primária”, como o Governo pretende fazer e que o PSD diz que será ao ritmo de 4% ao ano, ao passo que no programa eleitoral do PSD será ao ritmo de 2% ao ano.

"Tudo isto depende do crescimento da economia. Se crescer menos o que fazemos? As propostas [de descer impostos e aumentar o investimento público] são graduais. Podemos ir ajustando.”

Álvaro Almeida

Coordenador do PSD para as finanças públicas

O PSD acredita que a economia vai acelerar todos os anos até 2023 atingindo no último ano da legislatura uma taxa de crescimento de 2,7%. E considera que estas projeções são “conservadoras”.

As primeiras medidas apresentadas por Rui Rio previam um aumento de investimento público de 3,6 mil milhões de euros e uma redução de impostos de 3,7 mil milhões de euros. A descida do IRC de 21% para 17% está prevista para os quatro anos da próxima legislatura. Outra das medidas na área fiscal apresentada por Rio foi a redução do IVA de 23% para 6% no gás e eletricidade para uso doméstico, bem com um alívio no IRS embora sem concretizar valores.

(Notícia atualizada às 19h13 com mais informação)

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