Rio: “Iremos fazer mais 3,6 mil milhões de euros em investimento público na próxima legislatura”

O PSD deu esta terça-feira o ponta pé de saída na apresentação do programa eleitoral com a revelação do cenário macroeconómico. Descida de impostos é a primeira promessa do líder do partido.

Rui Rio disse esta terça-feira que se vencer as legislativas de 6 de outubro vai aumentar o investimento público em 3,6 mil milhões de euros e baixar a carga fiscal num corte de impostos igual a 3,7 mil milhões de euros. Estas foram as principais mensagens que o líder do PSD quis deixar aos jornalistas e que são as “marcas distintivas” face à governação de António Costa.

“Iremos fazer mais 3,6 mil milhões de euros em investimento público na próxima legislatura”, disse na conferência de imprensa de apresentação do cenário macroeconómico.

Rui Rio não quis adiantar quais os setores onde o investimento público terá de ser reforçado, mas sugeriu que não é muito difícil imaginar quais são. No entanto, o anúncio das medidas ficou para depois.

Esta sexta-feira, serão já conhecidos os detalhes das medidas que sustentam a redução prevista para a carga fiscal. No cenário macroeconómico fica para já a promessa de fazer uma redução que equivale a um “corte de impostos de 3,7 mil milhões de euros na legislatura”. E uma ideia: será em “IRC e IRS e não só”, antecipa Rio.

Rio argumenta que esta ideia é uma diferença face aos planos do Governo e lembrou que António Costa disse que “jamais baixará a carga fiscal”. “É uma diferença enorme face ao PS”, disse Rio.

Além da redução da carga fiscal e do aumento do investimento público, o programa eleitoral vai ainda conter medidas que pretendem responder a mais dois objetivos.

  • Equilíbrio macroeconómico, através de uma redução da dívida pública que “tem de ir descendo paulatinamente” e o “saldo estrutural tem de ser superavitário”.
  • Reforço da poupança que está a nível “do início dos anos 60”. “Um país endividado tem de ter mais cultura de poupança”, atira.

O presidente do PSD quis ainda vincar as diferenças face ao PS ao lembrar que o seu programa não assenta numa política de devolução de rendimentos. O PSD trabalha para “melhor emprego e melhor salários”, mas avisa que “o crescimento do consumo privado é aquilo que todos queremos mas não pode ser motor do crescimento” e que as “folgas” estão fixadas no cenário macro conhecido esta terça-feira.

 

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