Reformados do BCP exigem aumentos das pensões

  • Lusa
  • 22 Julho 2019

Os reformados do BCP exigem aumentos das pensões, que dizem estar estagnadas desde 2010. Lembram que no ano passado o banco pagou importantes complementos de reforma aos administradores.

Os reformados do BCP sócios do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI) exigem aumentos das pensões, que dizem estar estagnadas desde 2010, referem num comunicado divulgado esta segunda-feira.

A moção com esta exigência foi aprovada em reunião em 18 de julho, referindo essa moção que estes reformados, ao contrário dos outros pensionistas bancários, não veem as pensões atualizadas desde 2010.

Os reformados querem “a revisão da tabela salarial do BCP e a atualização das pensões indexadas aos salários do ativo em valores semelhantes aos do resto da banca” e rejeitam que haja “qualquer tentativa de negociar uma pretensa compensação ou qualquer outro expediente”, exigindo a atualização das reformas.

Os mesmos afirmam que essa atualização é uma obrigação decorrente da contratação coletiva e ainda do acordo tripartido adotado na legislação que integrou os bancários na Segurança Social, o qual — dizem — “consagra expressamente que o valor das pensões está indexado aos aumentos salariais verificados anualmente no setor” e que fica “a cargo dos bancos a responsabilidade pelo pagamento dos aumentos das pensões”.

Lembram ainda que o ano passado o BCP pagou importantes complementos de reforma aos administradores, tendo a Comissão Executiva recebido 10,268 milhões de euros brutos em 2018, contra 5,461 milhões no ano anterior. “O SBSI não pode permitir que continue a ser protelada a atualização das reformas de uma parte dos seus associados, cuja maioria são reformados”, referem.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Reformados do BCP exigem aumentos das pensões

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião