Espião que traiu o país continua a receber salário do Estado

  • ECO
  • 24 Julho 2019

Frederico Gil, ex-espião está a cumprir pena de prisão não exerce funções mas continua a receber um vencimento de 2.500 euros mensais. Foi condenado por vender segredos à Rússia e corrupção passiva.

Condenado por vender segredos à Rússia e por corrupção passiva, Frederico Carvalhão Gil, foi detido em 2016 em Roma e está a cumprir pena em prisão domiciliária. Apesar da condenação e de estar suspenso de funções, o Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) continua a pagar o vencimento mensal de cerca de 2.500 euros líquidos, ao espião condenado por espionagem a favor da Rússia, segundo avança o Diário de Notícias (acesso pago).

Extraditado para Portugal e detido pela Polícia Judiciária, o agente duplo foi condenado a sete anos e quatro meses de prisão em 2018 e durante todo este tempo continua a receber o seu ordenado. Esta situação tem criado mau estar em vários setores, nomeadamente na Administração Interna ou na Justiça, tendo em conta que já houve altos funcionários que ficaram sem vencimentos, antes de qualquer acusação ou condenação.

O DN questionou o gabinete da secretária-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa, Graça Mira Gomes, sobre o porquê desta decisão, mas não obteve resposta.

Nos bastidores das secretas, a explicação é a de que até a pena de condenação transitar em julgado, o que acontece quando for decidido o último recurso possível, a presunção de inocência mantém-se, assim como a remuneração do espião. O Diário de Notícias netrou em contacto também com o Tribunal de Relação e o Supremo Tribunal de Justiça para perceber se tinham dado entrada outros recursos, desde a última decisão da Relação, mas não foi possível apurar essa informação.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Espião que traiu o país continua a receber salário do Estado

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião