Lucro da Visabeira cresce para 20 milhões. Receitas atingiram valor recorde

  • Lusa
  • 26 Julho 2019

O grupo Visabeira cresceu 29,7% em volume de negócios, alcançando o resultado histórico de 424 milhões de euros. França, Reino Unido, Bélgica, Alemanha, Dinamarca e Itália são os principais mercados.

O lucro do grupo Visabeira subiu 43,6%, para 20 milhões de euros, no primeiro semestre face a igual período de 2018, tendo o volume de negócios atingido um valor histórico de 424 milhões de euros, foi divulgado esta sexta-feira.

O grupo Visabeira cresceu 29,7% no volume de negócios, no 1.º semestre de 2019, face ao mesmo período de 2018, alcançando o resultado histórico de 424 milhões de euros, anunciou a ‘holding’ gestora de participações sociais.

O resultado operacional da Visabeira, no primeiro semestre do ano, foi de 47 milhões de euros, o que corresponde a um crescimento de 9,9%, e o resultado líquido foi de 20 milhões de euros, crescendo 43,6%, quando comparados com o mesmo período de 2018.

O EBITDA (resultado antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) do grupo também registou um crescimento de 24,4% face ao período homólogo, fixando-se nos 76 milhões de euros, segundo o comunicado divulgado.

O grupo esclareceu ainda que a sua atividade no mercado europeu assinalou um “forte crescimento”, com um volume de negócios de 251 milhões de euros (mais 61% face ao período homólogo de 2018) e um EBITDA de 29 milhões de euros (crescimento de 86,7% em relação ao primeiro semestre de 2018).

A atividade desenvolvida nos mercados internacionais representou 71%, no primeiro semestre, sendo que o mercado europeu fora de Portugal ultrapassou os 59%.

Os principais países do mercado europeu são França, Reino Unido, Bélgica, Alemanha, Dinamarca e Itália.

Nos restantes mercados internacionais, Angola e Moçambique representaram cerca de 46 milhões de euros, 11% do total do volume de negócios do grupo Visabeira, porém a empresa salienta que os negócios em Angola e Moçambique foram “afetados pela desvalorização cambial das respetivas moedas face ao euro nos últimos anos”.

Relativamente à atividade por área de negócio, a Visabeira Global, que integra os negócios na área das telecomunicações, energia, tecnologia e construção, manteve-se como a que tem maior peso no grupo, registando um volume de negócios de 312 milhões de euros e um EBITDA de 44,8 milhões de euros.

A Visabeira Indústria atingiu os 81 milhões de euros, o que representa um aumento de 25,2% face ao mesmo período de 2018 e uma contribuição de 19,2% para o volume de negócios consolidado do grupo.

Nesta área, a Visabeira evidencia os “excelentes resultados” da Vista Alegre, que alcançou os 57 milhões de euros de volume de negócios, o que representa um crescimento de cerca de 37% face ao mesmo período no ano anterior, tendo os resultados líquidos atingido os 3,7 milhões de euros.

Por fim, a Visabeira Turismo, Imobiliária e Serviços atingiu um volume de negócios de 30 milhões de euros, o que representa cerca de 7% do volume total de atividade.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Lucro da Visabeira cresce para 20 milhões. Receitas atingiram valor recorde

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião