Ministério da Administração Interna abre “inquérito urgente” ao caso das golas inflamáveis

  • ECO
  • 27 Julho 2019

Foi aberta uma "investigação urgente" ao caso das golas inflamáveis distribuídas pela Proteção Civil. Isto depois de ter sido adiantado que estas tinham sido produzidas com material inflamável.

O Ministério da Administração Interna (MAI) abriu um inquérito ao caso das golas inflamáveis distribuídas pela Proteção Civil no âmbito do programa “Aldeia Segura”. Isto depois de ter sido noticiado que estas foram produzidas por uma empresa detida pelo marido da presidente de junta de Longos, Guimarães, e que continham material inflamável.

“Face às notícias publicadas sobre aspetos contratuais relativamente ao material de sensibilização, o Ministro da Administração Interna pediu esclarecimentos à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil; determinou a abertura de um inquérito urgente à Inspeção-Geral da Administração Interna“, lê-se numa nota enviada às redações.

“Reafirma-se que estes materiais são de informação e sensibilização sobre como devem agir as populações em caso de incêndio e evacuação e não de combate a incêndios”, refere o documento.

Esta sexta-feira, o Jornal de Notícias (acesso pago) revelou que as golas que estavam a ser distribuídas no âmbito deste programa não tinham qualquer propriedade anti-inflamável. Ao jornal, dois oficiais de segurança do distrito de Castelo Branco disseram que “a gola aquece muito” e “cheira a cola”. Estes oficiais queixaram-se também do colete refletor, também feito em poliéster.

No mesmo dia, a revista Sábado avançou que as golas tinham sido produzidas pela empresa Foxtrot – Aventura, Unipessoal Lda, detida por Ricardo Nuno Peixoto Fernandes, marido da presidente de junta de Longos, Guimarães, a socialista Isilda Silva.

Em declarações ao JN, um representante da empresa disse que considerava tratar-se merchandising e que a entidade não referiu que os equipamentos “seriam usados em cenários que envolvem fogo”. A Proteção Civil reforçou esse argumento, dizendo que os materiais distribuídos não são de combate a incêndios nem de proteção individual, mas de sensibilização de boas práticas.

(Notícia atualizada às 13h18 com mais informação)

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Ministério da Administração Interna abre “inquérito urgente” ao caso das golas inflamáveis

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião