Tweet de Trump arrasa perspetivas e Wall Street abre em baixa

  • ECO
  • 30 Julho 2019

Líder dos EUA lança sequência de nove tweets a protestar com a postura de Pequim nas negociações e a gabar-se que as suas tarifas já tiraram o emprego a cinco milhões de chineses. Mercados caem.

Com uma sequência de nove tweets em menos de hora e meia — sobretudo sobre a China, mas não só — o presidente dos Estados Unidos intensificou as desvalorizações que as bolsas europeias já vinham evidenciando ao longo da negociação desta terça-feira e condicionou de forma decisiva a abertura dos índices norte-americanos. As declarações de Donald Trump sinalizaram que o reinício de negociações entre os EUA e a China dificilmente trará boas notícias.

O S&P 500 abriu a desvalorizar 0,6% nos primeiros minutos de negociação, para 3.002,08 pontos, com o Dow Jones a recuar 0,36% para 27.124,44 pontos. Já o Nasdaq deslizou 0,54% para 8.248,91 pontos.

O reinício das negociações entre Pequim e Washington era um dos pontos que estava a criar alguma expectativa nos mercados esta semana, igualmente de olho no corte de juros com que a Reserva Federal deverá avançar esta quarta-feira. Mas a primeira expectativa caiu por terra quando Trump ligou o computador e abriu o Twitter na manhã de esta terça-feira nos Estados Unidos.

“É este o problema com a China, simplesmente não cumprem”, atirou Trump no primeiro dos tweets dedicados a Pequim, acusando a China de estar a prorrogar as negociações comerciais à espera de uma alteração na presidência norte-americana. “O problema de estarem à espera, porém, é que se e quanto eu ganhar, o acordo que eles vão ter será bem mais duro do que aquilo que negociamos agora… ou nenhum acordo. Temos todas as cartas na mão, os nossos antigos líderes nunca perceberam isso”, detalhou.

Mas o presidente norte-americano ainda não tinha terminado o seu ‘pequeno-almoço’ no Twitter, concluindo este “ataque repentino” à China — e aos investidores — gabando-se que as suas tarifas já tiraram o emprego a mais de cinco milhões de pessoas na China e que a economia dos Estados Unidos está cada vez melhor.

 

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