Galp suporta bolsa de Lisboa com subida de 1%. BCP corrige das quedas

A petrolífera está a ser impulsionada pela subida dos preços da matéria-prima, puxando pelo índice português. O banco liderado por Miguel Maya respira de alívio após as fortes quedas.

A bolsa de Lisboa está em alta, suportada pelas ações da Galp Energia. A petrolífera avança 1,3% para 14,19 euros por ação, impulsionada pela subida dos preços da matéria-prima. A ajudar está também o BCP, que afundou 6% na última sessão, e segue a corrigir, com um ganho de 0,55% para 0,23 euros por ação.

O PSI-20 ganha 0,28% para 5.043,72 pontos, após terça-feira ter vivido aquela que foi a pior sessão do ano. Além da Galp e BCP, também o setor do papel segue em alta. A Navigator ganha 0,65% e tanto a Semapa como a Altri sobem 0,5%.

Em sentido contrário, o grupo EDP recua. A casa-mãe cede 0,1% para 3,31 euros e a eólica cai 0,65% para 9,15 euros, depois de terem anunciado o fecho da venda de participações em vários projetos eólicos em Espanha, Portugal, França e Bélgica, por 808 milhões de euros.

Lisboa está do lado dos vencedores na Europa, onde o sentimento é misto e os investidores estão em modo de espera. Termina esta quarta-feira a reunião de política monetária da Reserva Federal norte-americana e a expectativa é que o presidente Jerome Powell anuncie um corte nos juros de referência entre 25 e 50 pontos base, face ao atual intervalo entre 2,25% e 2,50% para estimular a economia, apesar de nem todos os decisores de política monetária dos EUA concordarem na estratégia.

Neste cenário de espera, o Stoxx 600 perde 0,1%, tal como o britânico FTSE 100. Tanto o espanhol IBEX 35 como o italiano FTSE MIB seguem a ganhar 0,1%, enquanto o francês CAC 40 e o alemão DAX estão praticamente inalterados.

A antecipação da decisão sobre o custo do dinheiro nos EUA, a par da quebra nos stocks de petróleo no país, têm influenciado igualmente o mercado petrolífero. Os preços da matéria-prima sobem pelo quinto dia consecutivo, com o Brent em Londres a avançar 0,70% para 65,17 dólares por barril e o crude WTI a ganhar 0,62% para 58,39 dólares.

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