Bruxelas dá 4,5 milhões de euros a Lisboa melhorar sistema de transportes

  • Lusa
  • 6 Agosto 2019

A ideia é criar um sistema de partilha de dados que permita converter a informação deixada pelos utilizadores em medidas concretas para melhorar o sistema de transportes em Lisboa.

A Comissão Europeia anunciou esta terça-feira a atribuição de cerca de 4,5 milhões de euros ao município de Lisboa para desenvolver um projeto digital que facilite a realização de comentários pelos utilizadores sobre o sistema de transportes, visando melhorá-lo.

Em causa estão verbas do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) que serão atribuídas ao município após a cidade ter concorrido à quarta edição do concurso “Ações Urbanas Inovadoras”, uma iniciativa promovida pela região francesa de Hauts-de-France, em colaboração com a Comissão Europeia.

Lisboa foi, assim, uma das cidades escolhidas na categoria de transição digital, com um projeto da empresa VoxPop, que visa “facilitar a apresentação de comentários dos utilizadores para melhorar o sistema de mobilidade da cidade”, assinala o executivo comunitário em comunicado.

A ideia é, então, criar um sistema de partilha de dados que permita, através de métodos de inteligência acionável, converter a informação deixada pelos utilizadores em medidas concretas para melhorar o sistema de transportes, ao nível do planeamento, operação e manutenção.

Isto significa que o município terá acesso direto aos comentários e poderá basear-se neles para criar “serviços avançados de mobilidade centrados no utilizador”, segundo a descrição remetida ao concurso.

“A cidade de Lisboa acredita que a transição digital é uma jornada que combina pessoas, processos e tecnologia e, por essa razão, o [projeto] VoxPop também irá olhar para os desafios não tecnológicos, nomeadamente de governação, modelos de negócio, foco no utilizador e consequências não intencionais da inovação digital”, lê-se ainda na mesma informação. Estão, assim, em causa 4.479.202 euros para este projeto, sem que sejam, contudo, indicados prazos para a sua implementação.

Ao todo, nesta edição da iniciativa “Ações Urbanas Inovadoras”, serão alocados 82 milhões de euros em fundos do FEDER a um total de 20 projetos urbanos a desenvolver em Portugal, Grécia, Finlândia, Itália, Espanha, Holanda, França, Suécia, Áustria, Roménia, Reino Unido, Bélgica e Alemanha.

Além da área da transição digital, são abrangidos projetos de outros setores, nomeadamente relativos à segurança urbana, à utilização sustentável dos terrenos e à pobreza urbana. A iniciativa visa financiar aqueles que são considerados projetos inovadores nas cidades, tendo uma verba total de 372 milhões de euros através do FEDER.

Em todas as três edições anteriores, foram selecionados 55 projetos de 17 Estados-membros. Em setembro será lançado o quinto e último convite à apresentação de propostas no âmbito da iniciativa.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Bruxelas dá 4,5 milhões de euros a Lisboa melhorar sistema de transportes

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião