Coletes amarelos prometeram juntar-se aos motoristas. Mas concentração ficou deserta

O grupo dos coletes amarelos juntou-se aos protestos dos camionistas, mas à hora marcada para a concentração não se viam quaisquer manifestantes.

Nesta segunda-feira, primeiro dia da greve dos motoristas, alguns olhares atentos esperavam para ver algum registo de comoção, já que o movimento dos “coletes amarelos” decidiu realizar várias ações de apoio à luta dos trabalhadores. Mas pela Assembleia da República, local para onde estava marcado um “buzinão”, o cenário era de calmaria total.

Às portas do Parlamento apenas se viam dois polícias, no seu posto normal, bem como as barreiras colocadas no fim da escadaria, mas com uma frecha aberta. Os coletes amarelos marcaram uma marcha lenta na ponte 25 de Abril e na A1, que iria culminar na Assembleia da República, às 11h da manhã. Mas por estas horas, em frente ao edifício na rua de São Bento, não se vislumbravam nenhuns coletes.

O cenário na Assembleia da República na manhã desta segunda-feira.Hugo Amaral/ECO

No que diz respeito à marcha, o grupo escreveu na página de Facebook “Movimento Coletes Amarelos Portugal” que davam “por desmobilizada a ação após uma atitude ditatorial por parte da PSP“. O movimento adiantou que esclareceram ao comando da PSP que o objetivo era “uma marcha lenta e não um total bloqueio da ponte”. Depois disso, alteraram “a rota da marcha lenta e foi realizada noutro local de forma surpresa”.

A concentração em frente à Assembleia tinha como base reivindicações “contra a subida do preço dos combustíveis e das brutais taxas e impostos inerentes”, por “melhores condições de trabalho para os bombeiros” e ainda ser um “reforço à greve dos motoristas”, aponta o Movimento na página.

Apesar de a página ter cerca de 14 mil seguidores, o evento que marcava a concentração apenas tinha 35 pessoas a confirmar a presença, e mesmo assim um grupo dessa dimensão não se encontrava no local à hora marcada. Buzinas também não soavam. Nas últimas vezes que os coletes amarelos marcaram manifestações, no final do ano passado e já neste ano, a adesão também não foi muito expressiva.

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