Lucro do Crédito Agrícola sobe 16% apesar da quebra de comissões

O banco fechou o primeiro semestre com 74,4 milhões de euros de lucros, num período em que aumentou o crédito e reforçou os depósitos. mas também em que viu a margem financeira e as comissões caírem.

O Crédito Agrícola fechou o primeiro semestre com lucros de 74,4 milhões de euros, um aumento de 15,9% face ao período homólogo. A instituição financeira suporta o resultado alcançado pelo grupo com a contribuição do negócio bancário, apesar de ter registado uma quebra na margem financeira e nas comissões.

Nas contas divulgadas esta terça-feira, a instituição financeira liderada por Licínio Pina diz que “o negócio bancário contribuiu com 63,2 milhões de euros“, tendo ficado 8,2% acima do valor registado no período homólogo.

A carteira de crédito bruto a clientes do grupo ascendeu a 10,3 mil milhões de euros, um crescimento de 7% face ao período homólogo e que a instituição financeira diz que “contrasta com uma variação homóloga negativa de 1,5% registada pelo conjunto das instituições financeiras em Portugal para o mesmo período”.

Já os recursos de clientes sob a forma de depósitos bancários totalizaram 14,3 mil milhões de euros, o que em termos homólogos, representa uma subida de 9,4%.

“O aumento do crédito concedido em maior proporção que o aumento de recursos captados contribuiu para o aumento do rácio de transformação que, no final do período, ascendia a 68,8%“, dá conta o Crédito Agrícola, adiantando ainda que “a evolução positiva nas variáveis-chave de atividade bancária esteve associada a uma dinâmica muito positiva do Crédito Agrícola na globalidade das áreas de negócio”.

Em termos do produto bancário, a margem financeira (diferença entre juros cobrados e juros pagos) da instituição no entanto piorou. Esta diminui 10,8 milhões de euros, em termos homólogos (-6,3%), tendo-se ainda verificado uma redução das receitas com comissões. Em termos líquidos, estas caíram 3,5 milhões de euros (-6,8%) em comparação com o período homólogo.

Já em termos de qualidade da carteira de crédito, o rácio bruto de crédito malparado (Non Performing Loans – NPL) situou-se em 9,7%, em junho, valor que compara com os 10,4% registados em dezembro de 2018 e os 13,4% que se verificaram no período homólogo.

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