Crédito Agrícola vai começar a cobrar pelas transferências online e MB Way

A cobrança de comissões nas transferências online e MB Way arranca na próxima segunda-feira no banco liderado por Licínio Pina.

O Crédito Agrícola é o mais recente protagonista da “novela” da subida de comissões bancárias. O banco liderado por Licínio Pina vai começar a cobrar aos seus clientes pela realização de transferências bancárias online, mas também através do MB Way. O agravamento de custos acontece já na próxima segunda-feira, dia em que também o BCP começa a cobrar pelas transferências MB Way. Cada transferência online passará a custar 25 cêntimos, antes de Imposto do Selo (IS), o mesmo valor que também começará a ser cobrado pelas transferências MB Way. Mas há mais algumas mexidas nos custos exigidos pelo banco.

A informação consta no preçário do banco, que dá conta que os novos custos passarão a ser aplicados a partir do dia 17 de junho. O início da cobrança pelas transferências online e também do MB Way são o principal destaque dessas alterações, com o banco a acompanhar uma tendência que se observa na banca em geral de começar a cobrar ou encarecer este tipo de transferências.

Com o novo preçário do Crédito Agrícola cada transferência online passará a custar 25 cêntimos, valor que após o Imposto do Selo sobe para 26 cêntimos. Até agora, a instituição liderada por Licínio Pina não cobrava qualquer encargo nesse tipo de transferências. Também nas transferências realizadas por telefone sem operador, que até agora estavam isentas, passam a ser cobrados 26 cêntimos.

Outra das mudanças no banco é o arranque da cobrança pelas transferências MB Way. “A situação está a ser analisada”, disse há poucos dias fonte oficial do Crédito Agrícola, quando questionada pelo ECO sobre a possibilidade e o timing para um eventual início de cobrança das transferências MB Way. As alterações ao preçário do banco veem agora esclarecer todas as dúvidas.

A partir de 17 de junho, o Crédito Agrícola começa a cobrar 25 cêntimos (26 cêntimos após Imposto do Selo) por cada transferência MB Way que são atualmente disponibilizadas pelo banco exclusivamente através da app MB Way da SIBS. Esse valor será cobrado sempre que se trate de uma transferência para clientes de outras instituições financeiras, confirmou o ECO junto de fonte oficial do banco. Entre clientes do banco não será cobrado qualquer valor.

O Crédito Agrícola junta-se assim ao BPI que no início de maio começou a cobrar pelas transferências MB Way, mas também ao BCP que também inicia a cobrança deste tipo de operações a partir da próxima segunda-feira.

Por outro lado, também há novidades no preçário para as transferências imediatas — um tipo de operações que começaram a ser disponibilizadas em Portugal em setembro do ano passado — e que o banco passará agora a cobrar sempre que sejam efetuadas online. O custo será o mesmo das transferências online e pelo MB Way.

A requisição de cheques, um meio de pagamento cada vez menos utilizado pelos portugueses, também vai ficar mais cara. Por exemplo, um módulo de cinco cheques cruzados e à ordem passará a custar dez euros, contra os atuais 8,5 euros. Ou seja, um agravamento de 18%. Já os módulos de dez e de 20 cheques passam dos 12 e 17 euros, para os 14 e 22 euros, respetivamente.

Também a requisição de cheques cruzados e não à ordem fica mais cara: de 7,5 euros passa para nove, nos módulos de cinco cheques, e de 85 para 90 euros para adquirir 148 cheques.

Também a emissão de cadernetas por extravio fica mais cara. Deixa de custar dois euros para passar a custar dez. Ou seja, o respetivo custo multiplica por cinco.

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